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5 erros comuns que você deve evitar ao abrir uma franquia

06/04/2018

Erros ao abrir uma franquia

Por terem modelos operacionais formatados e testados no mercado, as franquias, na visão de algumas pessoas, passam a impressão de que funcionam sozinhas e que estão livres de possíveis insucessos.

Mas, na verdade, essa não é a realidade.

Esse é um dos erros ao abrir uma franquia que interessados devem saber, vocês terão de trabalhar arduamente para que o seu negócio prospere da forma como a rede franqueadora projeta.

Atualmente, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), a cada 100 unidades franqueadas abertas no Brasil, quatro (4,5% do total) acabam fechando após o primeiro ano de operação.

Em comparação com os pequenos negócios das áreas gerais de serviços, comércio e indústria, o número é considerado baixo já que, de acordo com o Sebrae, a cada 100 empresas abertas no País, 23 são encerradas após dois anos de funcionamento.

Os motivos que levam as franquias a fecharem são os mais diversos, porém, alguns deles são completamente evitáveis.

Antes de traçarmos os cinco principais, é importante salientar a relevância da criação de um bom contrato com a franqueadora.

Assim, você evita transtornos e problemas de forma a estar amparado legalmente pelo contrato.

Pontos de atenção no contrato ao abrir uma franquia

Ao abrir uma franquia, no contrato estarão resguardadas todas as cláusulas a serem seguidas em casos de falência ou desistência do franqueado em seguir com a operação.

Vale inserir no contrato as medidas a seguir quando isso ocorrer. Dessa forma, resguardam-se os direitos tanto da franquia como do franqueado.

Abaixo, você conhecerá as principais cláusulas que abordam o encerramento do contrato de franquias e do que elas tratam:

  • Cláusula de direito de preferência: ela tem como objetivo garantir ao franqueador a preferência na compra do negócio do franqueado. Ou seja, a franquia terá o direito de escolher se compra a unidade do franqueado desistente.
  • Cláusula de quarentena: o objetivo dessa cláusula é impedir que um ex-franqueado da rede, ao fim do contrato, tenha no mesmo ponto comercial, em um período que pode chegar a 5 anos, um negócio idêntico ou semelhante ao do franqueador.
  • Cláusula de raio: semelhante à cláusula acima, a cláusula de raio tem o propósito de delimitar uma determinada área na qual tanto franqueados como ex-franqueados ficam proibidos de montarem um negócio que siga o mesmo ramo de atuação da rede de franquia.
  • Cláusula de rescisão: entre todas, esta é a principal e mais importante regra do contrato.

Ela regula as hipóteses em que uma das partes rompe o contrato de franquia antes, depois ou mesmo ao término do prazo determinado de vigência do contrato.

5 erros comuns ao abrir uma franquia

O Portal do Franchising consultou o especialista em franquias Pedro Almeida, diretor da consultoria Franchise Solutions, sobre os cinco erros mais comuns cometidos por quem quer abrir uma franquia.

Se você está pensando em comprar uma, evite-os.

  1. Subestimar o treinamento:o item mais importante da compra de uma franquia é o treinamento, é comum franqueados faltarem em parte e até mesmo em todo o período de treinamento, visto que estão correndo com a montagem da loja.
    Por vezes, acham que a presença é desnecessária, e nesses casos eles enviam um “representante”.
    Esse é o maior erro que o franqueado pode cometer, ninguém deve substituir o franqueado no treinamento.
    Na minha opinião, esse tipo de atitude pode até ser a causa da rescisão de um contrato de franquia.
  2. Achar que a franquia crescerá sozinha: muitos franqueados acreditam que por estarem comprando uma franquia não precisarão trabalhar.
    Esse é um grande erro, e infelizmente acontece mais do que gostaríamos.
    Esse perfil geralmente é de pessoas que adquirem franquias para diversificar os investimentos e acreditam que terão sucesso apenas por comprar um negócio que tem uma marca conhecida. Para esses casos, costumo sempre dizer:
    “Sucesso só vem antes de trabalho no dicionário”.
    Se o franqueado acha que não vai precisar trabalhar, pode se preparar para a falência.
  3. Falta de capital de giro: historicamente, muitos franqueados iniciam sua operação sem reserva de capital, por vezes para ajudar a custear o negócio nos 6 primeiros meses.
    Esse é um ponto crítico para qualquer operação, afinal, colocam 100% da sua reserva na obra ou adaptação do negócio e esquecem que precisam de caixa para garantir a continuidade do mesmo.
    Esse erro é muito comum entre milhares de franqueados pelo País.
    Reserve parte do investimento para o capital de giro.
  4. Subestimar as vendas: novos franqueados, por vezes desde o primeiro dia de operação da franquia, subestimam a importância das vendas e delegam essa importante função do negócio para um terceiro.
    Carlos Augusto, franqueado de uma locadora de carros, durante a festa de inauguração da sua loja, afirmou certa vez:
    “… essa é uma batata quente que passo para o meu gerente que tem muita experiência em vendas e atendimento ao público”.
    Subestimar a importância das vendas é um erro grave de franqueados que iniciam o novo negócio.
    É exatamente no começo que a maior atenção deve ser dada às vendas, pois são elas que garantem o pagamento das despesas e a recuperação do investimento.
    Não importa o tamanho do negócio, cada franqueado deve dedicar-se as vendas para certificar-se de que a franquia está realmente evoluindo.
  5. Mà escolha do ponto comercial: a localização inadequada continua sendo mortal para qualquer tipo de negócio, especialmente para franquias, cujo o investimento nas instalações geralmente é maior, se comparado a empresas comuns.
    Esse fator exige a escolha de um ponto qualificado que possa gerar vendas e retorno do capital investido.
    Em um certo causo, a franqueada Mônica ficou encantada com o novo shopping que estava sendo inaugurado em sua cidade, no que afirmou:
    “o corretor me convenceu do empreendimento. O folheto era maravilhoso com um estudo de mercado fantástico definindo até quantidade de consumidores e a área de influência de todo o shopping.
    Depois me mostrou todas as marcas famosas que já estavam com pontos alugados e como eram franquias não tive dúvidas, assinei o contrato, paguei as luvas e parti para achar uma franquia”.
    Local inadequado é aquele que não gera consumidores suficientes para o negócio acontecer.
    Quando isto acontece, a primeira reação do franqueado é questionar o mix de produtos e serviços, que de forma equivocada é considerado ruim para aquele local.
    Na verdade, o mix estava correto, mas o ponto é que não foi bem escolhido.
    Infelizmente, após o investimento ser realizado e a franquia inaugurada, fica praticamente impossível contornar esse problema.
    Portanto, avalie com cautela a escolha do ponto antes de assinar o contrato com a franqueadora.
    Voltando a história da franqueada, confusa sobre a má performance da sua loja, Mônica foi pressionar o franqueador para mudar os produtos.
    Ela decidiu também adicionar produtos ao mix.
    Pouco tempo depois a franquia de fast-food aberta por ela foi descaracterizada e Mônica se viu obrigada a fechar o negócio.
    “Logo percebi que todas aquelas franquias que estavam na planta de comercialização do shopping não sobreviveram e eu estava apenas ajudando o empreendimento a maturar, mas totalmente quebrada”, lamentou, na época.

 


 

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Por Sammy Eduardo