Histórias do franchising: relatos de quem perdeu tudo e se reergueu
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Histórias do Franchising: quebrei, mas dei a volta por cima com uma franquia


04/11/2021


histórias do franchising, superação

Um dos maiores medos de qualquer empreendedor é perder o seu negócio.

Mas isso pode acontecer!

O lado bom é que é possível superar esse momento de dificuldade e ter sucesso em seu negócio.

Por sinal, há muitas histórias do franchising em que os empreendedores quebraram, mas conseguiram dar a volta por cima investindo em uma franquia.

Antes de falarmos sobre essas histórias do franchising, vamos entender o cenário atual.

 

Histórias do franchising: por que as empresas quebram?

De acordo com a pesquisa Sobrevivência de Empresas 2020 elaborada pelo SEBRAE com dados da Receita Federal e com levantamento de campo, a taxa de mortalidade do setor de Microempreendedores Individuais (MEI) é de 29%.

Já as microempresas têm taxa, após cinco anos, de 21,6% e as de pequeno porte, de 17%.

O número é alto e acontece, principalmente, porque o Brasil é muito hostil quando se trata de pequenos negócios.

Paulo Feldmann, professor Doutor do Departamento de Administração da FEA-USP,  explica que há poucos incentivos do Governo se comparado a outros países.

Por outro lado, a participação de grandes empresas é muito mais expressiva no País, o que causa dificuldades para quem quer começar um novo negócio sozinho, sem o apoio de uma rede de franquia.

Além disso, temos a crise ocasionada pelo novo coronavírus, que também tornou mais difícil a vida de quem tinha um negócio.

Isso foi o que aconteceu com Anderson Mansur, de 37 anos, que é franqueado da Maria Brasileira atualmente.

Ele é uma das histórias do franchising que mostram como uma franquia pode ajudar em momentos de crise.

Anderson morava em Belo Horizonte (MG) e trabalhou por muitos anos como motorista no transporte de medicamentos.

Em 2019, decidiu, junto com a esposa Ana Marta Baeta Neves, empreender no ramo de alimentação e abriram uma lanchonete no município vizinho, São Joaquim de Bicas, onde faziam lanches e refeições.

Com a chegada da pandemia, em março de 2020, o negócio não resistiu à crise, pois a maioria dos seus clientes eram pessoas idosas, que não saíam de casa.

Na sequência foi decretado que os espaços físicos deveriam ser fechados.

A alternativa de delivery também não funcionou, porque devido ao perfil do seu público, por eles não conhecerem e não verem o que estava sendo feito, então não faziam pedidos para serem entregues em suas residências.

Em dezembro de 2020 pararam definitivamente.

Como o casal já tinha o espírito empreendedor na veia, resolveram pesquisar uma franquia, que oferece um modelo de negócio estruturado, por isso, com menos possibilidade de quebra.

“Como já queríamos deixar Belo Horizonte e morar numa cidade menor, pensando também na qualidade de vida, fomos em busca de um município que tivesse estrutura, mas que houvesse demanda por algum tipo de serviço.

Chegamos em Igarapé, que fica a pouco mais de 50 Km de BH. Estudamos bem a cidade e vimos que não havia concorrência no setor de limpeza.

Então descobrimos a Maria Brasileira, entramos em contato com a franqueadora e falamos do nosso desejo em abrir uma unidade ali”, diz Anderson.

A cidade foi aprovada e o processo para a aquisição e abertura da franquia entrou em andamento em janeiro deste ano.

Anderson e Ana Marta inauguraram a unidade há um mês e estão felizes com a escolha.

“O serviço de limpeza é essencial na vida das pessoas, especialmente num momento de pandemia, por isso, nosso trabalho está sendo muito bem recebido em Igarapé.

Sabemos que temos muito chão pela frente, mas ter o respaldo e suporte da franqueadora, nos dá mais tranquilidade quanto ao futuro e o sucesso do negócio”, completa Anderson.

Fernanda Daleffi tem uma história um pouco diferente. Decidida a ter uma remuneração condizente com seu ótimo desempenho, largou a carreira como bancária e decidiu investir no empreendedorismo.

Abriu a primeira franquia, como sempre teve bom desempenho na parte comercial em apenas quatro meses já tinha retomado o capital investido.

No entanto, a empreendedora relata que, mesmo sem ter equilibrado as contas da primeira operação apostou em expandir o negócio, em um ano estava com três empresas, a decisão culminou na perda de foco, deixando a empresária cansada, sem organização nas contas e sem crédito na praça, neste período Fernanda perdeu tudo que tinha conquistado.

Foram sete anos até que a empreendedora conseguisse organizar as contas.

Hoje, dez anos depois, ela é franqueada da rede Emagrecentro, já recuperou e cresceu seu patrimônio.

 

Histórias do franchising: como é possível superar crises e ter um negócio de sucesso? 

Muitas vezes, após quebrar, voltar a ter um negócio de sucesso parece ser uma coisa impossível.

Mas tem muitas histórias do franchising que mostram que é possível, sim!

O segredo é não desistir.

Um exemplo é a história de Alexandre Valença, fundador da DRYJET e Sofá com Zelo.

No início da sua carreira, o empreendedor comprou um lava-jato de repasse em um shopping center de Olinda (PE), que deu certo por um período, mas de forma inesperada o shopping cancelou aquele tipo de serviço dentro do centro comercial.

Desamparado, Valença não teve escolha a não ser fechar as portas, quebrando pela primeira vez aos 25 anos.Como precisava trabalhar para se manter, decidiu fechar uma sociedade com um amigo de longa data para abrir novamente um negócio, a DRYJET.

“Montamos o negócio com foco na inovação e profissionalização do segmento que ainda era bastante amador.

Nossa primeira unidade foi aberta em 2009 dentro de um estacionamento de um grande hipermercado, e em pouco tempo conseguimos fazer uma grande clientela”, conta Alexandre Valença.

Mas o melhor ainda estava por vir: em agosto de 2019 a DRYJET se consolidou no mercado de franchising e começou a dar frutos, foram nove unidades vendidas em apenas 45 dias.

O franchising deu tão certo, que o executivo lançou uma segunda rede, a Sofá com Zelo, com foco em serviços de higienização de estofados domésticos.

Um caso semelhante ocorreu com os amigos e  vendedores de cursos profissionalizantes Alexandre Loudrade e Vinicius Almeida.

Eles começaram sua primeira escola de informática com um empréstimo de três mil reais e alguns móveis e computadores de segunda mão.

No ano de 2008, os amigos e vendedores  passavam por dificuldades financeiras.

Diante desse apuro, Loudrade fez uma proposta a Almeida: começar um negócio de cursos de informática no andar de baixo de seu sobrado – no andar superior, havia um quarto para Loudrade e sua esposa e outro para seu amigo.

Almeida conta que tinha a ideia de abrir um negócio no ramo desde o ano 2000.

Porém, quebrou duas vezes nesse intervalo de oito anos.

“Não encaro essas falências como fracasso, e sim como um processo de evolução. No próximo negócio, você chegará mais próximo do sucesso”, conta o empreendedor. Atualmente a Evolute Online é uma das maiores redes do segmento de educação.

Outra história do franchising interessante é a de João Paulo Ruciretta Junior, que foi de vendedor de farol a franqueador com unidade em Miami.

Mas antes de atingir o sucesso como empreendedor da Multifilmes, faliu três vezes. 

Tudo começou quando Junior se apaixonou por um peixe visto em uma loja de peixes ornamentais e ao pedir para sua mãe, ouviu que não poderia comprá-lo, pois não tinham dinheiro.

“Isso mexeu comigo, fiquei o dia todo pensando naquilo, em como ter aquele aquário, e o que eu poderia fazer para comprá-lo.

Como morava na periferia da cidade, via todos os dias os catadores de reciclados que passavam na frente de casa e separavam os lixos recicláveis que poderiam ser vendidos.

Perguntei para minha mãe se eu poderia fazer aquilo para comprar o aquário, e ela disse que sim”, conta o empreendedor.

No dia seguinte começou sua vida de empreendedor, pegou um carrinho de coleta na empresa de reciclagem e passou a buscar materiais após o horário da escola.

Assim, após vender os recicláveis juntou dinheiro e comprou o sonhado aquário.

Tempos depois, outro estalo empreendedor, Junior percebeu a oportunidade de vender refrigerante em semáforos.

“Comprava uma caixa de latinhas no supermercado, atravessava a cidade e ia para parte nobre da cidade vender em um semáforo de uma avenida movimentada.

Não iria embora enquanto não acabasse de vender tudo”, lembra Junior.

Com segundo grau incompleto, o empreendedor entregou panfletos, olhou carros, foi ajudante de pedreiro e até eletricista.

Aos 16 anos começou a trabalhar em uma empresa de aplicação de películas em veículos, onde ganhava R$ 130 para trabalhar oito horas por dia, de segunda a sábado.

Junior uniu sua garra com o sonho de ser um grande empreendedor no futuro, e assim nasceu a Multifilmes, uma empresa com todos os acertos que ele via de errado na empresa anterior, em 1999, com investimento de R$ 80,00 que o restava do emprego anterior.

Em 21 anos de funcionamento, a empresa quebrou três vezes, porém, em todas Junior conseguiu reerguê-la.

“Aprendi várias formas de levantar e isso não tem preço! A cada levantada aprendia mais e a empresa ficava maior ainda”, afirma Junior com orgulho.

 

Histórias do franchising: a importância de realizar um planejamento financeiro adequado 

Entre as histórias do franchising, a de Karina Ramos Neves Cavalcanti, 42 anos,  chama a atenção.

Ela é natural de Recife e formada em Serviço Social com pós-graduação em Gestão de Qualidade em Serviço e Psicologia Organizacional e do trabalho.

Depois de mais de quatro anos como diretora comercial de uma empresa, solicitou desligamento e foi buscar um novo mercado: estudou sobre o mercado farmacêutico e em 2005 abriu uma farmácia de bairro.

O que parecia ser uma ótima ideia acabou sendo um problema: o planejamento financeiro não foi adequado e o negócio veio à falência após um ano de existência.

“Após esse momento triste e difícil voltei para o mercado de trabalho, onde tive várias experiências em diversos setores. Em 2018 sobrecarregada psicologicamente decidi deixar de ser empregada e buscar meu próprio negócio novamente”, destaca Karina.

Como dissemos, o importante é não desistir, e é isso que a história de Karina dentro do franchising nos mostra.

Sua amiga, Alessandra Gouveia, a apresentou a Mary Help e a convidou para ser sócia.

“Dessa vez não errei, realizei um planejamento financeiro pessoal por 1 ano e depois de algum tempo juntamos as competências empresariais e começamos a trabalhar para colocar o projeto de franquia em pé”, conta Alessandra.

A franqueada inaugurou, em abril de 2019, a unidade Mary Help Recife Imbiribeira (PE).

“A franquia está dando super certo, eu comprei a parte da minha sócia me tornando única proprietária da Unidade de Recife Imbiribeira.

Em menos de 3 anos, e mesmo vivendo essa pandemia, adquiri mais uma unidade que fica na Paraíba, e fiz porque acredito na marca Mary Help, onde tem José Roberto dono da Marca, fornecendo todo apoio o que para mim é um baita diferencial quando se adquire uma franquia”, destaca Alessandra.

 

Como encarar a falência como um aprendizado?

A gente já disse que é importante não desistir.

Mas mais do que isso, quando um negócio quebra, não devemos deixar essa história para trás.

Muito pelo contrário: é importante você levar isso como um aprendizado, entender quais foram seus erros e encontrar formas de evitar que eles aconteçam.

Uma história do franchising que representa isso é a de  Wilker Nagem, franqueado YES! Idiomas região Angra dos Reis, RJ.

Ele começou a trabalhar aos dez anos, em 1983, com seu pai na mercearia e bar da família.

Além do atendimento no balcão, todos os dias acordava às cinco da manhã, com sol ou chuva, para entregar pães nas casas dos clientes, uma espécie de delivery.

A partir dos 14 anos, Wilker passou por trabalhos variados, em banca de jornal, como desenhista, lavando carros, entre outros.

Aos 18 entrou para a indústria, onde aumentou significativamente meus conhecimentos sobre processos, gestão de pessoas, liderança, produção, produtividade e qualidade.

Todas com Certificados ISO 14000.

“Mas eu queria algo maior, queria mais dinheiro e mais liberdade. Busquei conhecimento e abri um negócio no ramo automotivo, uma loja de troca de óleo.

Sempre atento ao mercado, rapidamente transformei o empreendimento em um auto center, onde tínhamos todos os serviços para automóveis e ainda atraí uma grande marca de pneus como parceira.

Com o sucesso, me propuseram outra loja, que abri 100% com capital de bancos”, conta Wilker.

Tudo parecia estar indo bem, mas oito meses depois o negócio quebrou. Endividado, um cliente o indicou a YES! Idiomas, que conheceu na feira de franquias da ABF.

“Me encantei com o ramo, me indicaram a região de Angra dos Reis, conheci a cidade, fechei o ponto e, após dois meses de obra, a primeira franquia havia sido implantada com quase 100 alunos na inauguração.

Hoje tenho duas franquias e meu filho outras duas”, conta Wilker.

Para ele, o importante é levar tudo como aprendizado.

“Acredito que todos os empreendedores devem receber o fracasso com a mente aberta. É através desses desafios que crescemos e aprendemos.

Excelentes mentes de sucesso do mundo se tornaram melhores por aprenderem com a dor de seus fracassos”, detalha o franqueado.

 


 

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