Como o tal fluxo de caixa pode deixar sua franquia sadia

10/05/2013

Uma franquia é uma empresa e como tal precisa ser gerenciada sob todos os aspectos: Operacional, Comercial e Financeiro. Veja no Portal do Franchising

Por Marco Militelli

Antes de tudo uma franquia é uma empresa, e como tal precisa ser gerenciada sob todos os aspectos: Operacional, Comercial e Financeiro.

É freqüente encontrar franqueados que são craques no gerenciamento da operação ou outros que são vendedores natos. Da mesma forma, também é freqüente encontrar franquias mal gerenciadas sob o aspecto financeiro. Mas uma coisa é fato para a administração de franquias: todos os franqueados precisam gerenciar de maneira adequada e simultânea as três áreas – operacional, comercial e financeira. Infelizmente, entre as três áreas, a menos prestigiada é a financeira.

Para gerenciar as finanças de uma franquia, algumas ferramentas básicas são utilizadas: demonstrativos de resultados, balanço patrimonial e fluxo de caixa.

– Demonstrativos de Resultados: são assim chamados porque demonstram se a empresa ganhou ou perdeu dinheiro em um determinado período, como isso aconteceu e quanto isso representou. É o conhecido tal do ‘lucros e perdas’.

– Balanço Patrimonial: é uma fotografia da empresa em determinado dia sob a ótica das contas chamadas patrimoniais. Balanços e demonstrativos dizem respeito ao passado.

– Fluxo de Caixa: é uma ferramenta de gerenciamento financeiro com uma função muito importante – fotografar o presente e projetar o futuro financeiro da empresa. Entenda isso como saber exatamente o que deve ser pago, o que deve ser recebido e quanto vai sobrar ou faltar no caixa. Essa ferramenta é fundamental para programar pagamentos e recebimentos. Sem essa visibilidade a empresa fica diariamente em uma das duas situações abaixo:

(i) O dinheiro fica parado na conta quando poderia ser aplicado, render ou ser investido na franquia;

(ii) A conta fica devedora e, assim, a empresa paga juros aos bancos e o franqueado fica correndo atrás de recursos para pagar as contas a vencer ou vencidas.

Como o custo financeiro do dinheiro no Brasil é altíssimo, a falta de planejamento financeiro – leia-se a falta de um bom fluxo de caixa – é bem onerosa. Por vezes, esse custo financeiro é superior à rentabilidade operacional da empresa.

Quando isso ocorre, é necessário um aporte de capital. Em decorrência, a franquia – que deveria prover sustento ao franqueado – passa a ser sustentada por ele. Se essa situação perdurar, certamente o negócio se tornará inviável financeiramente.

De forma muito simplificada, um fluxo de caixa contabiliza contas a pagar com contas a receber. O problema no varejo é prever exatamente quanto e quando o dinheiro entra – embora se saiba quando e quanto sairá de dinheiro. Para atenuar esse problema, é necessário conhecer a operação de forma a prever entradas financeiras e continuamente fazer ajustes nessas projeções, aproximando a previsão da realidade. Com o tempo, as previsões financeiras ficam bem acuradas.

Esse exercício permite a correta programação das datas de vencimentos das contas, sua distribuição no tempo e ainda possibilita uma excelente fundamentação financeira para negociação com fornecedores.

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