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Pesquisa divulgada pela ABF e ESPM mostra expansão internacional das marcas brasileiras

24/10/2014


Livro “Estágios da internacionalização das franquias brasileiras” revela um crescimento de 62% das redes nacionais no exterior em quatro anos. Estudo é publicado bienalmente desde 2010

 
A ABF e a ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing lançaram nessa terça-feira, 21, o livro Estágios da internacionalização das franquias brasileiras. Publicada bienalmente desde 2010, a obra traz dados inéditos da pesquisa a respeito do processo de expansão das redes para além das fronteiras nacionais. O livro é assinado por pesquisadores do Programa de Mestrado e Doutorado em Gestão Internacional (PMGDI) da instituição de ensino: Thelma Rocha (coordenadora), Felipe Borini, Eduardo Spers, Mario Ogasavara, Daniela Khauaja, Adriana Camargo e Pedro Resende Melo.

A pesquisa indica que, do universo de 2.703 marcas existentes no Brasil (dados da ABF em 2013), apenas 105 (3,8%) têm presença no exterior, em 45 países – números atualizados até junho deste ano. Este dado representa um crescimento do processo de internacionalização de 62% em quatro anos: em 2010 havia apenas 65 franquias brasileiras em outros países e 92 em 2012. O estudo constata que gradativamente as redes brasileiras estão se internacionalizando, mas que ainda há muito espaço para crescer lá fora.

“É importante incentivar nossas marcas a transcender o mercado”, defende André Friedheim, diretor internacional da ABF. Segundo ele, o mercado de franquias americano só está crescendo porque 35%, ou 70 das 200 maiores marcas dos Estados Unidos são internacionalizadas.

Os três principais destinos das redes brasileiras em 2014 permanecem os mesmos de 2012, mas com um número maior de unidades de franquias em cada país: Portugal subiu de 29 para 38; Estados Unidos, de 29 para 33 e o Paraguai, de 21 para 29.

Para Rogério Feijó, diretor de inteligência de mercado da Associação, a pesquisa revela que “o empresário brasileiro está amadurecendo”. Ainda segundo ele, a terceira edição do livro já consiste na criação de uma série histórica fundamental para o processo de internacionalização das franquias brasileiras, um dos pilares da gestão da ABF.

Estágios
De acordo com o estudo, as redes brasileiras estão divididas em quatro estágios de expansão: no 1 o franchising é doméstico, concentrando 95% das marcas nacionais (ou 2.376 delas), mas 30% das redes pesquisadas afirmam desejar ir para o exterior.  No 2, primeiro estágio no processo de expansão internacional, encontram-se 49% das 105 franquias internacionalizadas – são 51 empresas com operações em um só país. O Estágio 3 envolve as marcas que atuam entre 2 e 4 países, onde estão 30% delas – 32 no total. Já no 4 estão 22 franqueadoras (21%  do total), com operações em cinco ou mais países.

Segundo a professora Thelma, no estágio dois a rede desenvolve uma experiência internacional, o chamado “Envolvimento Experimental”. No três, crescer internacionalmente é um processo lento, mas perene, longo, de “Envolvimento Ativo”. Já no Estágio quatro a marca está comprometida e a internacionalização é de longo prazo num “Envolvimento com Alto Comprometimento”.  “É o estágio de maior desafio, pela complexidade de gestão”, avalia a acadêmica.

Para o professor Eduardo, o incremento da expansão internacional das redes brasileiras tem de ser observado também do ponto de vista interno: “É um crescimento substancial, mesmo com o mercado interno atrativo”, ressalta.

As experiências de marcas como Giraffas, Chilli Beans e Vivenda do Camarão foram citadas pelos especialistas como referência para outras empresas que almejam o mercado internacional. “O sucesso das marcas brasileiras estimula, facilita e incentiva outras redes. Até a crise incentiva a busca de mercados internacionais”, avalia o diretor internacional da ABF.

Observando o movimento das franquias estrangeiras em direção ao País, os pesquisadores ressaltam que o número delas cresceu de 130 para 206 nos últimos dois anos, um incremento de 58%. “Muitas delas chegam ao Brasil no Estágio 4, de alto comprometimento, pois já atuam em mais de cinco países, com diversas unidades em cada um. Assim, a concorrência no mercado local tende a aumentar, e portanto ter mais empresas brasileiras crescendo no exterior é necessário para poder competir de igual para igual”, recomendam os autores do livro.

O estudo feito em conjunto com a ESPM se soma a outras ações da ABF para expandir as marcas brasileiras internacionalmente. Entre as iniciativas estão a parceria com a Apex-Brasil (agência brasileira de fomento às exportações) e às missões internacionais organizadas pela entidade que levam grupos de franqueadoras para outros países, em eventos como as convenções anuais da IFA (International Franchise Association) e da NRF (National Retail Federation), os maiores do mundo em franquias e varejo, respectivamente.

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