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ABF participa de feira de negócios na China

15/07/2011


Da esquerda para a direita: Bruno Amado (Apex-Brasil), José Lamônica (Editora Lamônica), Rogério Feijó (ABF), Fatima Rocha e Julio Dias (MegaMatte), Bruno Arena e Altino Junior (Casa do Construtor) e Ricardo Camargo (ABF).

A ABF levou um grupo de franquias brasileiras para participar da Macao Franchise Expo 2011, que ocorreu entre os dias 8 e 10 de julho no Centro de Convenções e Exposições do Venetian Macao Resort Hotel Cotai Expo, na cidade chinesa de Macau. O evento foi organizado pelo IPIM – Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau e contou com o apoio da associação.

Esta é a quarta participação da entidade no evento, mas a primeira que reuniu marcas nacionais no Pavilhão Brasil, promovido por meio do convênio com a Apex-Brasil. As empresas participantes foram: Casa do Construtor, MegaMatte, Wizard, Global Franchise, Cia de Franchising e Editora Lamônica, além de um estande institucional da ABF. A comitiva brasileira foi formada pelo diretor executivo da ABF, Ricardo Camargo, pelo diretor da Casa do Construtor e diretor de expansão da ABF, Altino Cristofoletti Junior, pela diretora da MegaMatte e presidente da ABF Seccional Rio de Janeiro, Fatima Rocha, pelo gerente de relacionamento da ABF, Rogério Feijó, pelo diretor da Wizard China Steven Tam, pelo presidente da MegaMatte, Julio Dias e pelos empresários José Lamônica (Editora Lamônica), Marcos Nascimento (Cia de Franchising), Wagner Lopes D`Almeida (Global Franchise) e Bruno Arena (Casa do Construtor). Bruno Amado, gestor do projeto de franquias da Apex-Brasil, também acompanhou o grupo.

Segundo a organização do evento, a feira recebeu aproximadamente 13 mil visitantes, um aumento de 65% em comparação ao ano anterior. Esta edição contou com a participação de 156 expositores, um crescimento de 27% se comparado a 2010. A área de exposição também cresceu, passando de 3.800 m² em 2010 para 5.400 m² este ano. A grande maioria dos expositores era de origem chinesa, mas havia delegações do Brasil, Japão, Taiwan, Hong Kong, Singapura, Malásia, Macau, Tailândia, Vietnã, Portugal, Estados Unidos e México.

  Feira de Macau

O perfil do visitante era bastante heterogêneo, formado por investidores, estudantes, convidados, autoridades, empresários e pelo público em geral, uma vez que a entrada era franca. Segundo Camargo, as características da feira são bastante diferentes daquelas observadas no Brasil, contudo, é apenas uma questão de tempo para que a franquia conquiste lugar de destaque em Macau e a feira se torne uma referência em toda a Ásia.

O Brasil foi o grande destaque do evento. Além de o pavilhão brasileiro formar a maior delegação internacional, as inúmeras cerimônias realizadas pelo IPIM sempre contaram com a presença do diretor. Ao longo dos quatro dias foram diversas atividades, que contemplaram a participação em um seminário sobre oportunidades de franquias no mundo, solenidade de abertura da feira, assinatura de protocolos de cooperação, coletiva de imprensa e solenidade de encerramento.

Para Fatima Rocha, da MegaMatte, a participação na feira foi importante para a marca: `As experiências acumuladas durante a viagem agregarão muito conteúdo para o negócio no Brasil e contribuirão para o processo de internacionalização da marca`, afirmou.

Para Cristofoletti, da Casa do Construtor, o mercado chinês já é uma grande oportunidade para as marcas brasileiras. `O aprendizado com este tipo de viagem acrescenta muito valor ao negócio, pois facilita o acesso a investidores e fornecedores, apresenta tendências e tecnologias e permite comparações entre os mercados`, destacou.

O objetivo do IPIM é desenvolver a franquia em Macau e transformar a cidade numa plataforma de entrada de novos negócios para o restante da China. Com isso, espera atrair investidores e promover o empreendedorismo, sobretudo junto aos jovens, estimulando a criação de pequenas e médias empresas.

E é neste ponto que o instituto enxerga como uma grande oportunidade o desenvolvimento de negócios com o Brasil. Na opinião de Camargo, o ritmo de crescimento da economia China vem gerando demandas cada vez maiores, abrindo oportunidades para o mundo todo. E a franquia tem a capacidade de suprir boa parte destas necessidades, considerando o tamanho do país e da sua população.

Ainda segundo Camargo, o IPIM tem estimulado esta aproximação com a franquia brasileira por entender que o sistema encontra-se bem organizado no Brasil. Além disso, o país oferece conceitos, produtos e serviços com diferenciais que são cada vez mais apreciados pelos consumidores chineses.

O mercado chinês

Os centros comerciais de Hong Kong e Macau contam com as principais marcas internacionais, tudo o que existe de melhor nos Estados Unidos e Europa. Porém, em todas as partes são sempre as mesmas lojas, os mesmos conceitos. O consumidor chinês é ávido por novidades e neste quesito possuímos muitas oportunidades principalmente nas áreas de moda, beleza, alimentação e serviços.

Ao lado de Hong Kong, Macau é uma das cidades mais internacionalizadas da China. Adotou uma estratégia de pólo de entretenimento e lazer, transformando o turismo na sua principal fonte de arrecadação. Além dos cassinos (eram 33 em operação até o mês de julho de 2011), promove diversas atrações esportivas e culturais ao longo do ano.

Atualmente, o faturamento com os cassinos na cidade é quase o triplo do faturamento de Las Vegas, nos Estados Unidos e o perfil dos frequentadores é formado principalmente por chineses, que viajam em grandes grupos, muitas vezes acompanhados por suas famílias. Só em 2010, Macau recebeu mais de 25 milhões de turistas, numa cidade cuja população fixa é de pouco mais de 550 mil habitantes. Curiosamente, os chineses da parte continental da China somente podem visitar Macau duas vezes por ano e os funcionários públicos macaenses apenas 3 dias ao longo do ano.

A comitiva brasileira aproveitou a passagem por Hong Kong para fazer visitas técnicas e conhecer mais sobre esta cidade. Lá, encontrou uma economia em ebulição, com ruas movimentadas, restaurantes e hotéis cheios. A maior curiosidade foi observar filas de pessoas aguardando para comprar em lojas de grifes famosas, não necessariamente em função de uma liquidação. Apesar de notarmos uma forte presença de estrangeiros, o grande mercado consumidor é mesmo formado por chineses. As lojas sofisticadas dividem espaço com o varejo popular, que é muito intenso e espalhado por toda parte. São inúmeras ruas de comércio especializado e outras típicas de qualquer grande cidade, onde os lojistas dividem o mesmo espaço com as barracas de artigos baratos.

 

 O Delta do Rio das Pérolas

A região do Delta, que é formada pelas cidades de Hong Kong, Macau e Zhuhai, ocupa menos de 1% do território chinês e representa mais de 27% das exportações do país. Foi implementada uma política para a abertura de empresa que permite fazê-la em um dia. A tributação é baixa (IVA de 5,5% e imposto de renda de pessoa física é de 15%). Há somente três impostos, aplicados sobre o lucro, salários e imóveis. Tanto para Hong Kong como para Macau não é necessário visto.

Hong Kong respondeu por 11% do PIB chinês em 2010 e movimentou 23 milhões de containers em seu porto (Santos movimentou 10% deste volume), sendo considerado um dos cinco maiores portos do mundo em volume de exportações, cujo ranking é liderado pelo porto de Xangai. Atualmente há quatro mil sedes de empresas instaladas na cidade e seu aeroporto é classificado como classe máxima em excelência por institutos internacionais.

Macau, por sua vez, é uma ex-colônia portuguesa que entrou num impressionante ritmo de desenvolvimento nos últimos anos. A cidade converteu-se num centro de entretenimento, lazer e compras e hoje atrai mais de 25 milhões de visitantes por ano, principalmente devido aos seus cassinos, que já superam em quase três vezes o faturamento de Las Vegas, nos Estados Unidos. Macau também é um grande pólo exportador, principalmente de produtos para saúde, como a indústria farmacêutica.

Já a cidade de Zhuhai é menos conhecida e vem ganhando destaque no cenário econômico chinês. Com a conclusão das obras de construção da maior ponte do mundo sobre o mar, será possível se deslocar entre as três cidades em menos de 30 minutos. A cidade é um importante pólo universitário, com mais de 10 grandes universidades e concentra fábricas de gigantes mundiais, como a Vale, Shell, Bosch, Philips, Canon, BP e Gree, empresa chinesa que atualmente é a maior fabricante de aparelhos de ar condicionado do mundo e possui fábrica em Manaus.

 

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