O pleno emprego e o reflexo nas redes de franquias e negócios

10/05/2013

As Redes de Franquias e Negócios enfrentam e podem continuar enfrentando um grande desafio nos próximos anos. Saiba no Portal do Franchising

Por Cláudia Bittencourt

As Redes de Franquias e Negócios enfrentam e podem continuar enfrentando um grande desafio nos próximos anos: ou aumentam a produtividade nas unidades da rede ou podem ver comprometidos os resultados do negócio. O que fazer?

O Brasil vive um momento especial e desafiador para os empresários, nunca o desafio de manter seus talentos foi tão grande. Existe um recorde de empregos no País, 92 milhões de pessoas empregadas no País, o equivalente a 90% da população em idade e condições de trabalhar, segundo dados do IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.  Em 2010, o País registrou uma taxa de desemprego de 6,7%, a menor registrada desde 2002 com uma particularidade: um crescente aumento também nos empregos formais. Só em 2010 esse aumento foi de 2,6 milhões de empregos.

Tal fenômeno vai exigir dos empresários que acelerem  seus programas de capacitação e de criação de incentivos para  reter talentos nas empresas.  Avaliando este quadro e seu reflexo nas redes de franquias, ele se torna mais impactante, uma vez que o franqueado em geral é um empreendedor que tem a força de trabalho, mas nem sempre tem a experiência e a capacitação necessárias para administrar a franquia sob seu comando num determinado segmento, sem o apoio e o suporte do franqueador.  Este experiente empreendedor que detém o know-how para operar com eficiência o negócio deve criar um programa emergencial de aceleração da capacitação, o PAC do franchising, tanto dos  executivos envolvidos na gestão da rede como de toda a rede franqueada, o que incluem franqueados e equipe.

A disputa por profissionais capacitados para ocupar as vagas nas empresas gera um fenômeno que vem preocupando os economistas: se não houver aumento de produtividade na mesma proporção, os resultados serão comprometidos pela inflação gerada nos salários. As empresas acabam cedendo a pressões por melhores salários sem terem o tempo suficiente para trabalhar a capacitação da mão de obra e, conseqüentemente, aumentar a produtividade e reduzir o impacto desse aumento nos resultados do negócio.

Só existe um caminho: acelerar o processo. Os franqueadores devem de forma emergencial buscar ferramentas e programas que possam amenizar esta questão em sua rede. Sorte que também o mercado evoluiu em relação a ferramentas e programas de capacitação. As universidades corporativas, os programas de capacitação online, presencial e in company, são recursos que estão aí no mercado com uma grande oferta; basta pensar e agir rápido, pois essa é uma iniciativa que deve partir do dono da marca.

Recentemente o Grupo Bittencourt realizou pesquisa nos cinco maiores segmentos de franchising para avaliar o comportamento das empresas em relação à educação e gestão de talentos nas redes de franquias e negócios. A  pesquisa mostrou que os franqueadores estão vendo como maior desafio para o seu negócio, ‘ter o franqueado ideal’, como o primeiro da lista e o segundo, ‘manter  o relacionamento com estes franqueados’.

Analisando os dois aspectos considerados como os de maior desafio, nossa percepção é que algo precisa ser revisto nas redes. Se o problema no Brasil, onde estão incluídas, é aumentar a produtividade e  ter  mão de obra suficiente para tal, o que estão fazendo a respeito? Os aspectos colocados pelas redes na pesquisa como segundo e terceiro planos —  a ‘capacitação e a gestão de talentos’ – é que vão emperrar o crescimento dos negócios no País e as redes podem ser atingidas mais rapidamente em face da  capilaridade. Selecionar, capacitar e reter pessoas nas redes de franquias e negócios devem ser o mantra no momento.

Para debater o assunto nas redes de franquias e negócios, o Grupo Bittencourt realizará, nos dias 26 e 27 de abril, no Hotel Renaissance, um encontro entre franqueadores e empresários de redes de negócios de países como Austrália, Espanha, Portugal e Brasil. A proposta é discutir e trocar experiência e conhecimento nestes pontos nevrálgicos para as redes de negócios: a educação e gestão de talentos.

Franqueadores e franqueados devem rever suas estratégias de crescimento e avaliar o que farão para evitar que o impacto do pleno emprego, que é excelente para o Brasil e para as empresas em geral, tenha um efeito contrário em seus negócios. Aumentar a produtividade é o caminho e só se aumenta produtividade capacitando melhor a mão de obra e desenvolvendo programas e  benefícios que retenham os melhores talentos. Acelerar o processo é a recomendação, antes que seja tarde.

Cláudia Bittencourt – Diretora Geral do Grupo Bittencourt

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