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Setor de alimentação responde por mais de R$8 bilhões em faturamento

19/08/2009

A Associação Brasileira de Franchising (ABF) acaba de divulgar a pesquisa `Panorama Global das Franquias do Setor de Alimentação` feita em parceria com a ECD Consultoria Especializada em food service.

A amostra faz parte do Seminário Setorial de Redes de Alimentação, evento realizado, anualmente, pela entidade que reúne diversos profissionais do setor e tem como objetivo apresentar o desempenho e desafios do segmento.

Realizada entre os meses de abril e junho de 2009, referente aos dados do ano anterior, a pesquisa tem como finalidade levantar informações sobre o setor, suas tendências, inovações e mostrar a força do segmento.

Participaram da amostra 44 empresas, representando um total de 4.692 lojas, 30% a mais se comparado ao ano passado. A pesquisa foi dividida entre 6 segmentos presentes no setor de redes de alimentação. São eles: Sanduíches (32%); comida variada (22%); doceria (21%); snack cafeteria (13%), pizzas e massas (7%) e comida asiática (5%). 

 `O estudo deste ano representa 78,9%, em relação ao faturamento, dos associados da ABF pertencentes ao setor de alimentação e 64,3% dos associados em relação ao número de lojas, sendo 17% unidades próprias e os 83% restantes unidades franqueadas`, explica João Baptista da Silva Junior, coordenador do Grupo Setorial de Redes de Alimentação da ABF.

Sobre os 6 segmentos observados na amostra

O estudo mostra que São Paulo tem o maior número de lojas que trabalham com comida asiática, 49%, seguido por Rio de Janeiro, com 21% e Distrito Federal, com 5%. São Paulo também lidera o ranking de comida variada com 50% das lojas, Rio de Janeiro conta com 12%, Minas Gerais e Distrito Federal contam com 6% cada, e Paraná tem 5% das lojas. No segmento de Doceria, incluindo sorvetes, São Paulo tem 42% do total de unidades, Rio de Janeiro 15%, Piauí 9%, Paraná 8% e Minas Gerais 5%.  Como já era de se esperar, São Paulo é líder absoluto na ocupação do segmento de Pizzas e massas, respondendo por 53% das unidades, seguido por Rio de Janeiro com 7%, Santa Catariana e Paraná com 5% cada.

Expressivo também em São Paulo é o segmento de Sanduíches, que corresponde a 43% do total de lojas, Rio de Janeiro conta com 19%, Paraná tem 7%, Santa Catarina, Minas Gerais e Distrito Federal tem 4% cada. Já no segmento de Snack e cafeteria, Rio de Janeiro é responsável pela maior fatia de lojas do setor com 29%, São Paulo vem logo em seguida com 25%, enquanto Paraná e Santa Catarina têm 6% cada e a Bahia aparece com 4%.

Com relação ao faturamento, a amostra revela que o segmento de sanduíches é o mais expressivo, respondendo por 60% do faturamento anual do setor de alimentação, que é dos R$ 8,06 bilhões. Enquanto o segmento de comida variada corresponde a 23%, doceira e sorveteria a 7%, pizzas e massas a 5%, Snack e cafeteria 3% e comida asiática  a 2% do total.

Expectativas de abertura de novas lojas

A abertura de novas unidades ainda está muito concentrada no eixo São Paulo/ Rio de Janeiro. Para este ano, a expectativa de abertura de novas unidades em São Paulo é de 32,3%, enquanto para 2010, embora haja uma pequena queda, a expectativa é de quase 26%. Já para 2011, o estudo mostra que haverá uma estabilidade em torno dos 26%. 

Já no Rio de Janeiro, a previsão é que até o final deste ano haja um aumento superior a 13% em número de lojas. Já em 2010, deverá ter uma ligeira queda, ficando em torno de 11,7%. Mas, em 2011 haverá uma recuperação no aumento de lojas, devendo ficar em torno de 14,7%.

Até o final do ano, Minas Gerais tem expectativa de abertura de novas lojas em torno de 8,1%. Já em 2010 e 2011 a expectativa gira em torno de 3,9% ao ano.

No Paraná, a taxa de abertura deve ficar em 5,9% em 2009, para 2010 haverá uma pequena redução, para 5,3% e em 2011 sobe para 5,7%. 

A expectativa de abertura de unidades no Distrito Federal é de 5,7% em 2009 e de 6% para 2010. Já para 2011 deve ficar em torno de 5,7%.

A abertura de lojas na Bahia será crescente em 2009, com previsão de 4,7%. Em 2010 e 2011 há um aumento significativo, passando para 6,5% e 7% respectivamente.
No cenário internacional foi possível identificar expectativas de abertura de franquias brasileiras em países como Espanha, Inglaterra, México, Portugal, Japão, Argentina e Chile. 

Localização das lojas e quiosques
 
Com relação à localização das lojas, em 2009, a maior concentração de franquias do segmento de alimentação está nos shoppings com 50,2%, ou seja, foi mantida a mesma taxa de ocupação de 2008.  Enquanto que as lojas de rua passaram de 41,2% em 2008, para 38,4% em 2009. A previsão é que em 2010, 61,5% das lojas estejam localizadas em shopping centers e 24,9% em ruas.

Os quiosques registram queda de concentração tanto nos shopping centers como nas ruas em relação ao ano passado. Atualmente, 47,5% estão em shopping, contra 50,7% em 2008, e 4,1% nas ruas contra 16,4% em 2008. Em contrapartida, cresce a presença em hipermercados, galerias, e principalmente em outras opções como postos de gasolina e prédios comerciais – administrativos, entre outros.

 `Nesta amostra, o shopping continua com uma forte presença e as lojas de rua voltam a perder espaço. Podemos concluir que a uma `volta` a espaços tradicionais, talvez pela falta de desenvolvimento das outras opções, em especial ruas, outra reflexão é o impacto da crise neste tipo de decisão`, explica Enzo Donna, diretor da ECD.

Entre os segmentos analisados, os indicadores de desempenho mostraram que a maior taxa de crescimento em 2008 ficou por conta do segmento de comidas variadas com 18,9% e a expectativa é que o número se repita em 2009. 

Características gerais do setor – Consumo e gestão

Ticket médio – O segmento de sanduíches possui um ticket médio de R$ 10,01, seguido por comida variada com ticket de R$ 14,92 e pelo segmento de pizzas e massas – com  ticket de R$ 18,69. A comida asiática tem o ticket mais alto dos segmentos (R$ 26,78). Finalmente snack e cafeteria, com a média mais baixa de ticket, R$ R$ 6,93.

Funcionário – Com relação a funcionários, o segmento de sanduíches é o maior empregador por loja (37), seguido pelo asiático, variado e pizzas e massas (com 21 cada). Os setores com menor índice de funcionário por estabelecimento são snack (8) e doceria e sorveteria (3).

Responsabilidade social ambiental – Pela primeira vez na pesquisa este tópico revelou que 82% das empresas adotam práticas que atenuam os impactos ambientais resultantes de suas atividades, produtos e serviços. 61,11% das redes adotam a prática da coleta seletiva de óleo vegetal usado e o consumo consciente de energia, água e combustível.

O restante da amostra está dividido em 52,78% no consumo consciente de insumos (embalagens e descartáveis); 30,56% na coleta seletiva e destinação adequada de resíduos sólidos; 2% na neutralização de carbono de sua frota e 11,11% em outras práticas.

Mais da metade dos participantes desta pesquisa (57%) desenvolve ou apoia projetos para comunidades, 44% participam de associações e/ou entidades de classe referentes à responsabilidade social ambiental. 74% das empresas de alimentação, mesmo sendo pequena, valorizam e premiam a colaboração dos funcionários na gestão e/ou no desenvolvimento de soluções/produtos e 62% das empresas disseram que realizam outras práticas de responsabilidade social empresarial, sendo essas: Contratação de jovens aprendizes (47,70%), acessibilidades nas lojas (34,10%), diversidade no ambiente de trabalho (20,50%), contratação de pessoas com necessidades especiais (15,90%), contratação de idosos e voluntariado com funcionários (11,40%) cada e 2,30% realizam algum outro tipo de atividade social.

As maiores necessidades e desafios para as redes foram citados voluntariamente, 35,3% consideram a capacitação logística um tópico a ser melhorado; 23,5% acham que a padronização deve ser considerada; a mão-de-obra qualificada chama atenção de 17,6% dos participantes da pesquisa; 11,8% acreditam que a maior participação dos franqueados deve ser um desafio a ser considerado; a comunicação interna, tecnologia, pontos para quiosques em shoppings e prazos para abertura de lojas englobam 2,9% cada, foram citados como ponto de preocupação e desafios para a rede. 96% dos pesquisados apontam que vale a pena realizar pesquisas de satisfação. Dentre os principais motivos: satisfação do cliente (56%), melhoria dos processos (40%) e desenvolvimento de planos de ação (4%).

Análise geral da amostra

  • Aumentou o tamanho da amostra em 30% (número de lojas)
  • Permanece a participação do segmento de sanduíches como o mais relevante do mercado em 60%, seguidos de comida variada e grelhada com 23%
  • Cai o número de lojas próprias na amostra de 22% para 17%
  • Continua São Paulo, Rio de Janeiro, Minas e os estados do Sul como pólo de maior concentração de lojas
  • Nas expectativas de abertura, o estado da Bahia tem destaque
  • O processo de internacionalização ainda é tímido
  • Mudanças na escolha de locais; os shoppings voltam a ser o local preferido para novas lojas e também outras opções como galerias e centros de conveniências
  • Cai a expectativa de abertura de quiosques em shoppings e cresce em hipermercados, galerias e centros de conveniências
  • O custo da matéria prima permanece como a principal preocupação. Custo de ocupação permanece em segundo lugar e mão de obra assume a terceira posição. O fator tributário cai da terceira para a quarta posição
  • A necessidade de conhecer o consumidor via pesquisas é o meio mais indicado para uma gestão adequada com seus clientes
  • As práticas de sustentabilidade ainda são primárias e básicas

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