Dia da Mulher: empreendedoras avançam na pandemia do coronavírus
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Dia da Mulher (8/03): empreendedoras avançam na pandemia em meio às dificuldades

08/03/2022

Inflação, desemprego e acesso ao crédito são obstáculos para milhares de mulheres no mundo dos negócios

 

Com o avanço da vacinação em todo país e a proximidade do fim da pandemia de Covid-19, os reflexos dos últimos dois anos se mostram em diversas áreas, inclusive nos negócios. E se empreender no Brasil já não é uma tarefa fácil, ser uma empreendedora de sucesso muito menos. Neste Dia Internacional da Mulher (08/03), proprietárias de negócios que abriram ou expandiram durante esse período contam suas histórias de superação e como conseguiram driblar os desafios como a maternidade, a falta de crédito e a dificuldade de investir em um momento tão incerto.

Segundo os dados mais recentes sobre empreendedorismo, divulgados entre maio e junho de 2021 pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora, a falta de crédito foi e ainda é uma das barreiras mais difíceis para elas, quando o assunto é empreender. Conforme os dados, 47% das empreendedoras que responderam à pesquisa e que solicitaram crédito tiveram seus pedidos negados. As empresárias cariocas Paula Cunha e Luciana Melhorim conhecem bem os obstáculos do empreendedorismo. Para abrir a Jornada Mima, no ano passado, ambas investiram R$ 300 mil, em uma cozinha 4.0 no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O conhecimento do mercado de startups deu fôlego para a abertura da primeira healthtech especializada em alimentação para a primeira infância no Brasil. “Depois de ter dois filhos, mergulhei nesse mundo de primeira infância e percebi que era um mercado muito mal atendido quando falamos de alimentação saudável”, explica Paula Cunha. Com a amiga, Luciana, elas iniciaram o negócio, que hoje atende às cidades do Rio de Janeiro e Niterói, mas conta com planos de chegar a São Paulo ainda em 2022 e a outras regiões em 2023.

Já o doce, trouxe sucesso para a vida da empresária Francielle Faria, sócia-fundadora da American Cookies. O negócio que teve início na cozinha do seu apartamento, em Águas Claras, em Brasília, hoje produz mais de 3 milhões de cookies por ano na sua fábrica candanga. Mesmo na pandemia, a marca cresceu quase 500% no último ano, dando um salto de 8 lojas, em 2020, para 37 em operação no ano passado. E os números também comprovam o sucesso da marca, que teve um faturamento de quase R$20 milhões, em 2021. Para a empreendedora, esse sucesso é graças ao seu DNA de delivery, uma vez que a marca foi pioneira no mercado de doces por aplicativo de entrega em Brasília. “Nosso cookie foi o primeiro doce disponível pelos aplicativos de entrega em Brasília. Naquela época, só se fazia delivery de pizza e hambúrguer, ninguém pensava na sobremesa. Isso foi muito importante para a marca ter o seu boom no mercado. Começamos como uma dark kitchen e, mesmo com a inauguração de unidades físicas, não abrimos mão do nosso delivery. E isso foi fundamental para consolidar e expandir o negócio, mesmo com a pandemia. Afinal, as pessoas não deixaram de comer, pelo contrário, pediram ainda mais comida em casa devido ao isolamento social. Ou seja, foi um tiro certeiro que demos anos atrás e que estamos colhendo os frutos agora”, explica a empreendedora Francielle Faria.

Já para a educadora financeira, Aline Soaper, que fundou, em 2014, o Instituto Soaper de Treinamentos de Desenvolvimento Profissional e Pessoal (Efinc), é preciso também entender a importância da educação e independência financeira das brasileiras. Conforme os dados do IRME, 48% das mulheres ouvidas conseguiram sair de relacionamentos abusivos e até físicos quando empreenderam. “É importante que isso aconteça, porque como observamos, muitas mulheres ainda estão presas a relações abusivas, porque não têm como se sustentar. Então, a educação e independência financeira são essenciais para romper com esse ciclo de violência, em que muitas ainda, por não terem condições próprias, acabam aceitando agressões psicológicas, verbais e, por vezes, até físicas. Quando a gente mostra que uma mulher pode empreender e gerar seu próprio dinheiro, ela consegue vencer tanto na vida pessoal quanto profissional!”, ressalta a educadora.

Hoje, Aline Soaper é um exemplo de sucesso no setor de Educação Financeira. Antes, já no mercado digital, a empreendedora chegou a conquistar R$2 milhões por ano com lançamentos digitais. Mesmo com a pandemia, a partir de março de 2020, Aline chegou a marcas importantes com o Instituto. Em dois anos, já são mais de 30 colaboradores, em mais de 7 estados, além de Portugal. Com cursos básicos de formação financeira e especializações avançadas para diferentes nichos de mercado, o Efinc já formou mais de 6 mil educadores financeiros até o momento. Atualmente, o Instituto Soaper é, predominantemente, formado por mulheres, tanto na diretoria quanto no quadro de colaboradores. Elas dão aulas de Finanças, ensinam como investir e como se organizar financeiramente.

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