O papel das partes (franqueador)

09/06/2014

O sistema de franquia é essencialmente dependente de um bom relacionamento entre o Franqueador e sua rede de Franqueados.

Por* Sandra Brandão

O sistema de franquia é essencialmente dependente de um bom relacionamento entre o Franqueador e sua rede de Franqueados.

Embora esta constatação pareça óbvia, o que não se pode perder de vista é que o sucesso de tal empreitada não é matéria subjetiva ou tão pouco puramente empírica.

Quando falamos de Sistema de Franquia, as palavras de ordem são: sistematização, metodologia, planejamento e métricas. Ademais, tanto se fala de “Know How” atrelado a uma determinada marca, mas não se pode perder de vista que o mercado de Franchising como um todo, Internacional ou nacional, acumulou muito conhecimento e experiências, todos disponíveis livremente para uso daqueles mais “antenados”. A Associação Brasileira de Franchising (ABF), inclusive, é excelente fonte, através de seus cursos, eventos, Comitês, Simpósios, etc.

Toda essa introdução para chamar a atenção para o fato de que, quando falamos em papel das partes (Franqueador e Franqueados), além da necessidade de sua definição mediante processo de formatação, seguida da necessária proteção, via formalização dos instrumentos contratuais, há que se cuidar do relacionamento, sob pena de tal negligencia colocar muito ou tudo a perder.

E, para que o resultado seja experimentado, há que se planejar e sistematizar ferramentas com este propósito, tais como: treinamento da equipe interna que mantém contato com os Franqueados, treinamentos dos próprios Franqueados, comunicação eficiente aos Franqueados sobre planejamentos de Marketing, Conselhos de Franquia ou Comitê Consultivos, Convenções, etc.

As opções são muitas, mas sua escolha, inclusive do melhor momento de uso, depende de um planejamento estratégico com visão global da rede. O relacionamento, assim, é matéria integrante da gestão e papel do Franqueador, que deve evitar medidas meramente reativas, planejando-as desde a escolha do candidato, seguindo perfil pré-definido, passando pela manutenção e, inclusive, refletindo a conduta no momento do término contratual.

Relacionamento, em matéria de Franquia, não é uma filosofia, é uma ferramenta e de caráter essencial.

Sandra Brandão é Sócia na Brandão e Oliveira Advogados
www.brandaoeoliveira.com.br/

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