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Saiba como foi a visita da ABF em Angola e sua participação na FILDA

05/08/2010

Entre as missões internacionais realizadas no último mês, a ABF e um grupo de empresários brasileiros estiveram entre 18 a 25 de julho em Luanda. A visita foi  focada em reuniões com órgãos do governo, empreendedores, investidores e visitas técnicas, além da participação na feira FILDA ocorrida entre 20 e 25 de julho.  

Ricardo Bomeny, presidente da ABF e do grupo BFFC, prestigiou o Pavilhão Brasileiro promovido pela Apex- Brasil. Esta foi a primeira visita do executivo ao país, onde já funcionam 3 operações franqueadas do Bob´s. Bomeny acompanhou a cerimônia de abertura da feira e durante a sua permanência em Luanda integrou alguns trabalhos da agenda da ABF.


Da esquerda para a direita: Marcello Farrel (Bob`s), Rogério Feijó (ABF) e Ricardo Bomeny (ABF/BFFC)

A FILDA é uma feira multisetorial, considerada a mais importante da região, atrai visitantes de todo o país.  Esta é a segunda vez que a entidade participa do evento e levou executivos da Vivenda do Camarão, Wizard e Global Franchise para conhecer o mercado da Angola e projetar potenciais investidores. Os empresários brasileiros fizeram bons contatos e têm boas perspectivas de negócios.

A participação na feira é importante para as empresas se apresentarem ao mercado e sentirem o nível de interesse que seus produtos e/ou serviços geram. `Muitas pessoas visitaram o estande da Wizard para perguntar se ali era o local de inscrição para o curso de inglês`, afirmou Luisa Siqueira, executiva da rede. Segundo ela, isso demonstra uma demanda reprimida pelo ensino de idiomas no país e que há um bom mercado a ser explorado. A maior rede de idiomas do Brasil realizou excelentes contatos com investidores e acredita que em breve iniciará suas operações no país.

Segundo Ricardo Sallem, da Vivenda do Camarão, `o mercado Angolano se mostra assustador ao primeiro contato, porém, conforme você conhece a capital e estabelece contatos, muda-se rapidamente de opinião, pois há duas Luandas, a miserável e a próspera`. Sallem acredita que há potencial para a implantação de operações no país, principalmente com as melhorias da infra-estrutura do país, destacando a portuária e a logística.

Para Paulo Cesar Mauro, da Global Franchise, mesmo não conhecendo Angola pessoalmente, já percebia o potencial do mercado por meio das franquias da Sapataria e Costura do Futuro, ambas em operação no Belas Shopping. `Quando inauguramos a unidade tivemos que enviar até o sapateiro do Brasil, pois não havia angolano com conhecimento do ofício. Agora a situação é bastante diferente e o franqueado está se movimentando para expandir a rede`, comenta o especialista. Ainda segundo ele, a partir da sociedade com uma consultoria local, ficará mais fácil trazer novas marcas brasileiras para Angola, uma vez que haverá uma pessoa `in loco` defendendo os interesses delas.

Para Rogério Feijó, gerente de relacionamento da ABF é visível a evolução do país nestes últimos 3 anos, principalmente na questão da infra-estrutura. `Mesmo havendo muito trabalho pela frente, continua sendo um grande mercado para as marcas brasileiras`, afirma.  Feijó participou da mesma feira em 2007 a convite da Apex- Brasil. Segundo ele, naquele ano havia 6 marcas brasileiras operando no país e hoje já são 17, o que eleva Angola ao posto de 3° maior mercado para as franquias brasileiras, ficando atrás de Portugal e dos E.U.A.

O governo angolano tem investido maciçamente no processo de reconstrução do país e estimulado a iniciativa privada a fazer o mesmo.  `Atualmente, Luanda é um canteiro de obras, o que deixa mais caótico o complicado trânsito da capital`, comenta Feijó. `Porém, é notório o efeito das mudanças no visual da cidade, fazendo com que construções antigas e modernas componham um novo visual da cidade`, finaliza.

Para o setor de franquias, o Belas Shopping atualmente é a única referência e o único shopping do país. Com 90 lojas e 20 quiosques, está com 95% dos espaços ocupados e prepara o lançamento da expansão, que agregará mais 60 lojas. O local recebe cerca de 15 mil pessoas diariamente, que além das lojas contam com 8 modernas salas de cinema e um supermercado da rede sul africana Shoprite.

Em relação aos custos de ocupação, o aluguel gira em torno de US$ 100/m², o condomínio US$ 37/m² e o fundo de promoção é de 15% sobre o valor do aluguel. O valor das luvas gira em torno de US$ 3.000/m², para contratos de 5 anos e possibilidade de transferência. Não há cobrança do 13º aluguel. Como referência de faturamento, a área de alimentação tem uma venda média mensal de US$ 1.000/m².

A ideia, segundo o superintendente do shopping, o brasileiro André Podhorodeski, é aumentar as operações de alimentação e entretenimento, pois na região onde está localizado o empreendimento há a maior concentração de pessoas com alto poder aquisitivo da cidade e o shopping é a única opção dos moradores dos condomínios. Mesmo com a inauguração de outros shoppings, o próprio crescimento da região compensará a possível redução de tráfego dos clientes vindos de outras partes da cidade.

Atualmente o shopping abriga operações do Bob´s, Livraria Nobel, Carmen Steffens, Green, Sapataria e Costura do Futuro, Werner Coiffeur, Pastelândia e Dumond. A Chilli Beans deverá inaugurar um quiosque nos próximos meses, assim como está prevista a abertura de uma área de diversão da Turma da Mônica. 

Angola vive um momento ímpar de oportunidades para o setor, com a inauguração de pelo menos mais 4 novos empreendimentos nos próximos anos: O Luanda Shopping, o Ginga Shopping e o Shopping Fortaleza, além de um centro comercial com mall aberto na região de Luanda Sul.

O Luanda Shopping tem previsão de inauguração para março de 2011 e é sem dúvida o maior empreendimento do gênero em todo o continente africano. O mega projeto, que está sendo erguido num terreno de 100 mil m², está localizado próximo ao centro da cidade consumirá investimentos de U$650 milhões de dólares. Depois de concluído será composto por um shopping center com 250 lojas, modernos cinemas, um hipermercado, cassino, duas torres de escritórios e torres residenciais, com apartamentos sendo comercializados a U$2.000.000.

Segundo o diretor comercial do shopping, Sr. Feizal Esmail, 8 marcas de franquias brasileiras já adquiriram lojas. A estimativa de público é de 35 a 40 mil pessoas/dia, público este formado por cidadãos angolanos em sua maioria. Segundo estudos dos empreendedores, Luanda concentra uma população de cerca de 1.000.000 de angolanos com poder de compra, além dos estrangeiros que trabalham no país e recebem altos salários.

Feizal recebeu o grupo da ABF no canteiro de obras e fez questão de apresentar pessoalmente o estágio da construção. Segundo ele, as franquias brasileiras têm espaço no mix de lojas do shopping, pois além de já conhecerem o mercado angolano, os produtos nacionais são muito bem aceitos, influenciados pela cultura brasileira, principalmente novelas e música.


Da esquerda para a direita: Feizal Esmail (Luanda Shopping), Ricardo Bomeny (ABF/BFFC), Aline Barabinot (Barred´s), Carlota Carneiro (Promoex), Luisa Siqueira (Wizard), Rogério Feijó (ABF) e Marcello Farrel (Bob`s).

A delegação brasileira agendou uma série de encontros com autoridades governamentais e empresários.  O objetivo foi estabelecer um contato direto com as áreas de governo relacionadas ao setor.

A primeira reunião foi realizada com a Câmara de Comércio e Indústria de Angola. Trata-se de uma entidade que reúne 700 associados e possui câmaras em 18 províncias. Segundo José Rodrigues Alentejo, diretor da área de apoio ao setor privado, o encontro veio em boa hora, pois a entidade está elaborando um evento que congregará um simpósio e uma feira de franquias em Luanda. Ainda ele, o desenvolvimento do franchising no país dará um impulso para o comércio e serviço, profissionalizando o setor e gerando emprego, renda e capacitação profissional.

Ricardo Camargo, diretor executivo da ABF, ofereceu apoio para o desenvolvimento do evento, disponibilizando publicações sobre o setor e profissionais brasileiros para ministrar cursos e palestras.


Ricardo Camargo (ABF), José Alentejo (Câmara de Comércio e Indústria de Angola) e Rogério Feijó (ABF)

A reunião com o representante do Banco do Brasil em Angola, Marcio Jordão, foi muito produtiva e enriquecedora, pois ele apresentou um panorama político e econômico do mercado angolano sob a ótica de investimentos. O executivo apresentou a forma como o banco pode ajudar as empresas brasileiras no continente africano e disse que a instituição tem planos ambiciosos para o país e disponibilizou seu o e-mail de contato: [email protected].

Outra importante reunião ocorreu no Ministério do Comércio. O diretor nacional, Bernardo Mucazo, falou sobre os benefícios oferecidos aos investidores, como isenções fiscais e tributárias, bem como ressaltou que um dos grandes entraves logísticos, que é o porto de Luanda, está operando com mais agilidade e sensível redução de tempo no embarque e desembarque de carga, além da inauguração do porto seco na província de Viana.

Outros assuntos foram discutidos, como a questão do registro de marcas, relações trabalhistas, crédito, inflação, crescimento do PIB e restrições de importação de produtos.


Da esquerda para a direita: Bruno Amado (Apex), Carlos Marques, Bernardo Mucazo e Eduardo Souza (Ministério do Comércio), Ricardo Camargo (ABF), Luisa Siqueira (Wizard), Aline Barabinot (Barred´s), Rogério Feijó (ABF) e Ricardo Salem (Vivenda do Camarão).

Segundo o ministério, como o país é muito dependente das importações, as taxas que incidem sobre os produtos importados são baixas e aqueles que compõem a cesta básica são isentos de tributação. No site www.alfandegas.co.ao é possível acessar a lista de produtos e as respectivas taxações. Outro aspecto diz respeito aos incentivos fiscais concedidos ao investidor estrangeiro privado, como as isenções aduaneiras, por exemplo.

Segundo Mucazo, uma empresa estrangeira precisa conhecer e respeitar alguns aspectos culturais do país para manter uma boa relação com seus empregados. Ele citou que mesmo havendo uma legislação trabalhista é preciso ser flexível com o empregado.

Bernardo disse que a economia informal ainda domina o comércio e serviços do país, mas que o governo está trabalhando para melhorar este cenário, que afeta profundamente a arrecadação de impostos e a previdência oficial.

Bruno Amado, gestor da Apex-Brasil, aproveitou o encontro para informar que a agência instalará nos próximos meses um centro de Negócios em Luanda, que ajudará a impulsionar as exportações para o país, além de facilitar o início de operações de empresas brasileiras.

A reunião foi finalizada com um convite feito pelo diretor executivo da ABF, Ricardo Camargo, que ofereceu um estande para o governo de Angola na edição 2011 da ABF Franchising Expo, que possibilitará a troca de experiências entre os países e a apresentação das oportunidades de negócios que Angola oferece.

O ciclo de reuniões foi encerrado com o encontro na ANIP – Agência Nacional de Investimento Privado, órgão ligado a Presidência da República, cujo objetivo é promover a imagem de Angola no exterior. Segundo o diretor da ANIP e ex-presidente do Banco Central, Sr. Aguinaldo Jaime, a agência também poderá ajudar empresas brasileiras a encontrar parceiros no país. Mais informações poderão ser obtidas no site www.anip.co.ao.

Ricardo Camargo falou acerca do convite feito ao governo angolano para participar da feira da ABF em 2011 e afirmou que será uma ótima oportunidade para a ANIP desenvolver o seu trabalho no Brasil.

 

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