Reparo automotivo se profissionaliza na crise e continuará em alta este ano

10/01/2018

Reparos em carros são opções de franquias

A menor predisposição do brasileiro em comprar carros estimulou a chegada de novas marcas de consertos, movimento que envolve novas franquias, conversão de bandeira e internacionalização

Formado quase que integralmente por pequenos empresários, o mercado de consertos e reparos automotivos ganhou impulsão na crise. Com a menor predisposição do brasileiro em comprar carros, a boa e velha ‘maquiagem’ fez o setor cair nas graças das franquias, que trabalham com crescimento acelerado e conversão de bandeiras.

“O setor de reparos ganhou atenção de grandes marcas desde 2014. De lá para cá, ao menos 15 redes entraram no mercado fator que trouxe maior profissionalização no setor”, diz o consultor técnico do Sebrae Paraná, Carlos Monteiro Lazzari.

A visão dele vem em linha com o último balanço da Associação Brasileira de Franchising . No terceiro trimestre de 2017, o ramo atingiu 1647 franquias abertas, uma alta de 6,2% na comparação com o mesmo período de 2016.

Quem quer colher bons frutos com o modelo de franquias é a rede de funilaria express ChipsAway. Com faturamento de R$ 2 milhões em 2017, alta de 20% sobre um ano antes, o sócio-fundador da marca, João Furlan, quer pisar no acelerador este ano. “Nossa expectativa é abrir ao menos seis lojas fixas e no mínimo 10 box este ano. Com isso o faturamento da franqueadora saltaria pelo menos 50%”, diz ele, explicando que os boxes são espaços menores com maior flexibilidade no serviço.

De acordo com Furlan, a alta expressiva se apoia, além da menor disposição do brasileiro em comprar carros, no fato da empresa oferecer serviços múltiplos. “Se eu vou lavar meu carro, aproveito para fazer um orçamento para tirar riscos na lataria. Assim economizo tempo e dinheiro.”

A empresa, que abriu uma unidade própria ano passado, está com três contratos de franquias fechados para inauguração este ano, e projeta mais operações a medida que este setor se profissionalizar.

Recém chegada ao setor de franchising, a Multifilmes, especializada na instalação de películas em automóveis também fez planos ambiciosos em 2017, quando abriu a primeira unidade em Orlando, nos Estados Unidos. “Agora a Multifilmes é multinacional, fincamos a bandeira do Brasil em solo norte-americano”, resume o presidente e fundador da marca, João Paulo Ruciretta Junior.

A empresa, que adotou o modelo de franquias no final do ano passado, bateu mais de R$ 1 milhão em faturamento, e agora a meta é acelerar. “A ideia é começar janeiro com pé direto, pretendemos abrir uma unidade a cada 60 dias.”

Para além do consumidor final, Ruciretta Junior, conta que a marca também busca pessoas jurídicas. “Costumo dizer que onde tem vidro, tem negócio! Ou seja, desde carros a construção; do cliente final, a concessionárias de veículos todos têm potencial.”

Apostando na conversão de bandeiras de pequenos lava-jato, a rede Vrun tem olhado com atenção o mercado brasileiro. Argentina, a empresa entrou no Brasil em 2015, quando se consolidou seu plano de negócios e começou a buscar a melhor forma de crescer. “Queríamos trabalhar com franquias, mas percebemos que muitos donos de lava-rápido nem sonhariam em abrir uma franquia, então decidimos ir diretamente atrás deste público”, conta o diretor da empresa no Brasil, Júlio Maia.

O modelo de negócio, que já converteu 50 pequenos estabelecimentos, envolve cursos de profissionalização, ajuda contábil, além do fornecimento de materiais exclusivos. “Para o pequeno empresário é um solução boa na crise”, diz o executivo, lembrando que, agora, o foco da empresa será entrar em outros mercados nas Américas. “Colômbia Panamá, Peru e Cuba estão no radar.”

Mundo virtual

Com foco no ambiente digital e no abastecimento de pequenas mecânicas, a Casa do Mecânico também tem registrado um crescimento vertiginoso. A empresa, que atua no e-commerce desde 2013, vendeu mais de 6,7 mil produtos no último ano, ultrapassando os R$ 733 mil de faturamento de janeiro a novembro, alta de 42%, sobre um ano antes.

Para o sócio-administrador da marca, Renan Carissimi, a empresa foca em atualizar o mix de produtos com oferta até de itens importados, o que garante maior fidelização dos clientes, que em sua maioria são empresários do ramo.

DCI – Paula Cristina – 03/01/18

 

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