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Mães revelam os desafios de conciliar negócios e filhos


17/05/2021


negócios e filhos

No mês das mães, empreendedoras relatam a experiência de dividir suas tarefas profissionais e pessoais

O empreendedorismo e a maternidade possuem pontos em comum. Envolvem geração e crescimento. Exigem cuidados, em especial, nos primeiros anos, dedicação e investimento de tempo e de dinheiro.

Viver as duas experiências simultaneamente é um desafio e tanto, mas tem demonstrado dois atributos maternos importantes também nos negócios: a capacidade de cuidar e de se adaptar rapidamente a situações de crise.

De acordo com dados do Sebrae, 74% das empreendedoras brasileiras são mães e, segundo a Rede Mulher Empreendedora (RME), 68% começaram a empreender depois de ter filho. Muitas optaram por esse caminho como forma de ter mais tempo com a família.

Conheça as mães empreendedoras que possuem a marca da superação em suas trajetórias:

 

1 – Izabelly Miranda, fundadora e diretora da rede Cuidare

Após se formar em enfermagem, a potiguar Izabelly Miranda, de 31 anos, decidiu empreender criando com o marido, Etevaldo Miranda, a Cuidare em 2016, em Natal, projeto que começou ainda na faculdade a partir da carência percebida de serviços de cuidadores qualificados e de forma humanizada.

A empresa cresceu rapidamente e, após dois anos liderando o mercado local, Izabelly decidiu formatar a franquia da marca e dar oportunidade para outras empreendedoras. Atualmente, as mulheres correspondem a 80% dos postos de liderança da rede.

A marca se transformou numa das maiores redes de cuidadores do país, presente em 20 estados e no Distrito Federal, no Brasil, e em Lisboa, Portugal, com mais de 80 unidades, e operações em curso no Canadá e na Argentina.

Atualmente, as mulheres correspondem a mais de 70% dos postos de liderança da rede, a maioria formada por mães. Com a pandemia do novo coronavírus e as regras de isolamento social, a procura pelos serviços da rede aumentou em 30%.

Mãe de uma menina de 5 anos e um menino de 2 anos, ela relata que conciliar a maternidade com o dia a dia do negócio exige muita dedicação e tempo, mas empreender possibilita um planejamento maior do seu tempo.

“É um desafio, mas consigo me dedicar muito mais aos meus filhos, pois faço os meus horários e consigo flexibilizar muito mais. Não tenho dúvidas que trabalho muito mais, pois preciso dar conta de todas as demandas, porém consigo ser presente em todos os momentos da vida dos meus filhos e tenho certeza que isso é a maior satisfação do meu trabalho. Sou realizada profissionalmente e na maternidade”.

Para mais informações sobre a franquia Cuidare, clique aqui.

 

2 – Nadia Benitez, fundadora e CEO da rede Ginástica do Cérebro

A história de empreendedorismo da paranaense Nadia Benitez desafia todos os prognósticos, prova de que perseverança, estudo e uma boa dose de ousadia são ingredientes fundamentais para alcançar os objetivos.

Natural de Foz do Iguaçu, no Paraná, ela desejava, desde muito cedo, abrir o seu próprio negócio, ainda que não tivesse qualquer histórico do tipo na família. Foi assim que, em 2011, tornou-se franqueada, em parceria com o marido, de uma marca do ramo da educação, a Tutores.

A empreitada deslanchou, sendo premiada como uma das melhores unidades da rede em todo país. Nadia então voltou para a sala de aula e começou a fazer uma especialização em neuropedagogia com o objetivo de se aprofundar no processo de aprendizado dos alunos.

Foi aí que começou a desenvolver o projeto do curso de neuroaprendizagem “Ginástica do Cérebro”. Em pouco tempo, o negócio virou franquia, se desenvolveu como rede e se consolidou como referência em estimulação cognitiva. A rede conta atualmente com 20 unidades físicas em 10 estados.

A expectativa da empresária é iniciar mais 20 operações nos novos formatos no ano, impactando em R$ 1 milhão no faturamento da marca, que fatura cerca de R$ 2 milhões anuais. Além da dedicação ao negócio, Nadia é palestrante e promove encontros para incentivar o empreendedorismo feminino.

Mãe de três de filhos, duas de 12 anos e um de um ano, ela conta que a maternidade agrega um “espírito de genitora” que acaba impactando em todas as suas demais atividades.

“Nenhuma mulher continua a mesma com a maternidade. Acredito que temos uma sensibilidade maior para o cuidado, a preocupação com o bem-estar, com a vida. E o mundo empresarial, de forma geral, é muito ‘selvagem’. Penso que nós podemos humaniza-lo partindo da apreciação do ser humano que está em todas as relações de negócio, crescimento e mudança de mindset.

E o empreendedorismo me revelou que podemos usar diversas estratégias para a gestão do lar, pois, em muitos momentos, o lar entra em crise. E a mulher só consegue sair do lar para trabalhar tranquila sabendo que há suporte para quem fica em casa”.

Nós, mulheres modernas, devemos nos assumir como mulheres multiponteciais, não multitarefas. Estamos cada vez mais sendo sobrecarregadas de demandas. Contudo, devemos saber entender os limites do nosso corpo x cérebro x emoção. Somos muito versáteis, precisamos fazer essa “ginástica”, porque não tem outro jeito – ressalta.

Para mais informações sobre a franquia Ginástica do Cérebro, clique aqui.

 

3 – Monique Rodrigues, CEO da rede Clinicão

 Com 27 anos no mercado, a Clinicão é a primeira franqueadora de serviços veterinários do Brasil. Comandado pela carioca Monique Rodrigues, o processo de criação do negócio começou em 1987, quando ela foi aprovada no vestibular para veterinária na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Em 1993, inaugurou a sua primeira clínica, em Guaratinguetá (SP), e inovou com procedimentos que se tornaram tendências no atendimento aos pets em sua primeira unidade, localizada no município de Guaratinguetá (SP).

Com o apoio do Sebrae e muito estudo, fez da clínica uma referência e ingressou no franchising com o propósito de desenvolver veterinários empreendedores. Isso porque um aspecto marcante no negócio é que, além do suporte padrão de uma franqueadora para a franqueada, Monique, que também tem MBA em Gestão Empresarial e Economia, dá todo o suporte para o franqueado ou a franqueada – em geral, profissional da área da saúde – na sua formação e preparação para administrar um negócio.

“Sei das dificuldades por experiência própria. Quando criei a clínica, foi bem complicado, pois, na faculdade de veterinária, não tive nenhum aprendizado na área de gestão. No mercado pet se verifica, infelizmente, um baixo grau de profissionalismo nas diferentes áreas. Graves problemas de gestão são comuns nos empreendimentos, fazendo com que bons técnicos não atinjam os resultados esperados ou não evoluam profissionalmente”.

O sonho ganhou forma, nasceu e cresceu, transformando-se numa rede com unidades nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Em 2020, mesmo com a pandemia, a Clinicão cresceu 30%, faturou R$ 2,5 milhões e o plano de expansão é abrir mais 12 novas clínicas na região Sudeste até o fim do ano.

Esse desenvolvimento acompanhou um nascimento, o de Letícia Cesário, hoje com 22 anos. “A maternidade exige muito da mulher. Eu levava minha filha para o trabalho. Foi criada dentro da clínica”, conta Monique. Essa rotina acabou sendo decisiva para o futuro da filha, que segue os passos da mãe e hoje cursa medicina.

Para mais informações sobre a franquia Clinicão, clique aqui.

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