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Início de ano é sinônimo de novos planos, resoluções e, para muitos, reflexões sobre como alavancar a vida financeira e profissional.
Uma pergunta que pode ganhar relevância é: “Com o dinheiro que juntei, vale mais a pena investir ou abrir um negócio?”
A resposta não é simples e depende de uma análise profunda do seu perfil, metas e do cenário atual.
Para começar, é importante entender que investir e empreender são caminhos distintos, unidos apenas pelo capital inicial e pela expectativa de retorno financeiro.
Por isso, antes de tomar uma decisão, é essencial fazer as perguntas certas.
Uma das principais diferenças entre investir e empreender é a liquidez.
Quando você investe no mercado financeiro, o capital pode ser resgatado dentro de prazos pré definidos, mesmo que isso implique alguma penalidade em casos de urgência.
Já no empreendedorismo, o dinheiro fica imobilizado no negócio.
Se surgir a necessidade de recuperá-lo, será preciso encontrar um comprador para a empresa ou, no caso de franquias, contar com a autorização do franqueador para realizar o repasse.
Investir no mercado financeiro demanda estudo e acompanhamento do cenário econômico, mas é uma atividade que pode ser feita a distância, de forma relativamente passiva.
Empreender, por outro lado, requer presença ativa na gestão do negócio, principalmente no início.
Para quem está pensando em abrir uma franquia ou outro tipo de empreendimento, é importante entender que as microdecisões diárias influenciam diretamente nos resultados.
Mesmo em franquias que permitem um modelo de gestão mais afastado – como as mais robustas, com investimento superior a R$ 400 mil, que costumam permitir que se coloque um gerente para tomar conta do dia a dia, com o empreendedor ficando mais na retaguarda -, é fundamental que o empreendedor acompanhe de perto o desempenho do negócio.
Empreender pode exigir abrir mão de aspectos significativos, principalmente nos momentos de alta demanda.
Quem tem uma loja de chocolates, por exemplo, provavelmente não passará o domingo de Páscoa em casa; estará no ponto de venda atendendo clientes de última hora.
Montar uma loja em shopping também implica trabalhar aos finais de semana e feriados. Antes de tomar a decisão, avalie se você e sua família estão preparados para essas exigências.
Se a decisão for empreender, vale considerar as opções por franquia ou negócio independente. Um ponto positivo das franquias é a maior previsibilidade de sucesso.
Dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostram que a taxa de mortalidade entre franquias é de apenas 5% nos primeiros dois anos, enquanto os negócios independentes apresentam uma taxa de 17%, de acordo com o Sebrae.
Isso não significa que as franquias sejam livres de riscos, mas mostram que o modelo tende a oferecer mais suporte e estrutura para o empreendedor.
Quem opta por empreender, deve começar montando uma planilha de viabilidade.
Mesmo que a franqueadora ofereça estimativas detalhadas, é essencial fazer sua própria análise para entender a realidade do negócio.
Investigue as possibilidades de retorno, custos e riscos.
Afinal, o capital é seu, e o sucesso dependerá em grande parte das suas escolhas e dedicação.
Seja investindo ou empreendendo, o início de 2025 é um momento propício para planejar e agir.
Mas lembre-se: o caminho escolhido deve estar alinhado aos seus objetivos pessoais, financeiros e de qualidade de vida.
*Por Maurício Galhardo, sócio da F360, maior plataforma Saas de gestão financeira voltada para varejistas e franquias no Brasil. Apaixonado por finanças, é autor de três livros de negócios e gestão financeira, tem ampla experiência em treinamentos e palestras e já treinou mais de 50 mil pessoas no varejo.
Fonte: MOTIM