“As pessoas devem se preocupar com o encaixe do negócio em um contexto maior”

07/11/2017

Pequenas Empresas & Grandes Negócios – Mariana Iwakura – 27/10/17 Nilton Bonder, autor de “A Cabala do Dinheiro”, fala sobre efetividade e ética nas empresas O rabino, professor e escritor Nilton Bonder conta uma história. A um homem, é dada a oportunidade de visitar o inferno e o paraíso. Chegando perto do inferno, ele ouve […]

Além do fluxo de caixa por Nilton Bonder

Pequenas Empresas & Grandes Negócios – Mariana Iwakura – 27/10/17

Nilton Bonder, autor de “A Cabala do Dinheiro”, fala sobre efetividade e ética nas empresas

O rabino, professor e escritor Nilton Bonder conta uma história. A um homem, é dada a oportunidade de visitar o inferno e o paraíso. Chegando perto do inferno, ele ouve gritos e sofrimento. Ao entrar, vê que todos estão sentados em torno de um banquete. O problema é que as pessoas têm os cotovelos invertidos, e não conseguem dobrar o braço para levar a comida à boca. Em seguida, ele visita o paraíso. Lá, as pessoas estão na mesma mesa, com as mesmas iguarias. Elas também têm o cotovelo invertido. Mas ninguém sofre: as pessoas não conseguem fazer o movimento que leva o garfo à própria boca, mas conseguem dar comida a quem está ao lado.

Bonder, que é autor de “A Cabala do Dinheiro”, relaciona essa cena do paraíso a como um mercado deve ser: um esforço conjunto em que empresas atendam às necessidades de sustento da sociedade. Nessa lógica, os empreendedores precisam olhar além da necessidade imediata de fluxo de caixa. “Esse é o processo pelo qual catapultamos a nossa espécie. Nós fazemos trocas de uma sofisticação enorme, em que o outro é fundamental”, disse Bonder na 17ª Convenção ABF do Franchising, na ilha de Comandatuba, na Bahia.

Para ele, os negócios devem ser efetivos, atendendo não só aos próprios interesses, mas também ao mercado em que estão inseridos. “Na esfera da efetividade, os indivíduos precisam estar preocupados com o encaixe do seu negócio no contexto maior”, afirma. Bonder ressalta que uma empresa deve ser única, mas não especial ou privilegiada. “Quando um negócio tem eficiência e efetividade, tanto no curto quanto no médio prazo, ele é único. A empresa vende porque é única. É assim que ela se mantém competitiva.”

A ética nos negócios é construída por essa noção de que todos são efetivos – e todos se sentem bem ao verem que o outro tem sucesso. Bonder encerra o assunto com quatro ideias empreendedoras:
1. A pessoa mais respeitada é aquela que respeita o outro;
2. A pessoa mais sábia é aquela que aprende de todos;
3. A pessoa mais forte é aquela que contém o seu impulso de fazer algo apenas para si mesmo;
4. A pessoa mais rica é aquela que usufrui do que tem – e oferece qualidade em todas as dimensões do seu empreendimento.

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