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Confira a participação da ABF na missão internacional a Moçambique

05/08/2010

Entre 14 e 16 de julho, representantes da ABF desembarcaram em Maputo, capital de Moçambique (África), dando início à visita de prospecção a região.  Essa foi a primeira vez que a entidade visitou o país e desenvolveu uma agenda de atividades que compreendeu reuniões com órgãos de governo e empreendedores de shoppings, além de visitas técnicas para entender melhor como funciona e está organizado o varejo local.

Apesar de a maior comunidade ser árabe, a embaixada brasileira contabiliza cerca de 3 mil brasileiros vivendo no país, principalmente trabalhadores de empresas nacionais com destaque para as construtoras.  Moçambique é influenciado pela África do Sul, seu grande parceiro comercial, e assim como os seus vizinhos de fronteira, adotou alguns hábitos britânicos para facilitar os negócios, como por exemplo, a forma destra de dirigir, entre outras ações. 

Durante as visitas técnicas, a percepção mais apurada da ABF é de que o varejo está bastante defasado em relação ao brasileiro, sendo predominantemente de rua, basicamente informal e com poucas operações em shoppings centers. `Na capital moçambicana encontramos o shopping Maputo e o Polana Shopping, Maputo é administrado por um executivo brasileiro e oferece 120 lojas, em sua grande maioria pequenos negócios individuais e que apresentam baixo profissionalismo. É um `point` da cidade, principalmente nos finais de semana, por concentrar as salas de cinema mais modernas (400 lugares), restaurantes, lojas de alimentação e um supermercado`, avalia Rogério Feijó, gerente de relacionamento internacional da ABF.

Feijó ressaltou que as operações mais estruturadas são originárias da África do Sul e que no shopping há uma operação de O Boticário e da Poko Pano.  `Há um projeto para expandir o empreendimento em mais 60 lojas e área de estacionamento, além de melhorar o mix de lojas por meio de um programa de atração de grandes marcas`, completa Ricardo Camargo, diretor executivo da ABF. De acordo com o executivo os custos dessa ocupação são relativamente baixos (Aluguel de US$ 40.00/m² e condomínio de US$ 3.00/m²), não há fundo de marketing e as ações são feitas mediante um rateio entre os lojistas, seguindo um calendário. `O shopping organiza algumas atividades pontuais, como feiras e workshops, como forma de aumentar o fluxo de visitantes e prestar um serviço para a comunidade. Segundo os levantamentos da administradora, o shopping recebe cerca de 400 mil visitas/mês e no final do ano este número sobe para 600 mil pessoas`, completa Rogério Feijó. 

Já o Polana Shopping Center tem mais característica de galeria comercial do que propriamente de shopping. Ao todo são cerca de 60 lojas, divididas em dois pisos mais o térreo. Operada pela construtora portuguesa Grupo Teixeira Duarte, está localizada num bairro nobre da cidade e conseguiu atrair para o empreendimento renomadas grifes internacionais, atraindo um perfil de público mais elitizado. Atualmente não dispõe de lojas para locação e não há planos de expansão. Segundo levantamentos do shopping, o empreendimento recebe cerca de 3.000 visitantes/dia. Os custos de ocupação são: Aluguel: US$ 35.00/m² e Condomínio: US$ 4.85/m², tendo ainda a incidência do imposto IVA de 17%.

`Nesta mesma região é possível encontrar um bom comércio de rua, com lojas bem apresentadas, butiques e restaurantes, além de opções de entretenimento noturno, como bares bem montados e boates`, afirma Ricardo Camargo.

De uma maneira geral Maputo se apresenta como um mercado em desenvolvimento, oferecendo excelentes oportunidades para as franquias. De acordo com o  levantamento da ABF, atualmente há duas operações de franquias brasileiras no país – O Boticário e Totvs, sendo que as marcas sul africanas são as mais numerosas, predominantemente de alimentação. Há poucas marcas americanas, destacando a KFC, mas de uma maneira geral o varejo é formado basicamente por marcas locais e individuais. `Esse tipo de mercado é favorável para a entrada de novos negócios pela carência natural de opções e devido à baixa concorrência. Isto fica comprovado pela alta frequência dos moçambicanos nos shoppings da cidade sul africana de Nelspruit, distante apenas 170 km de Maputo`, conclui Camargo.


Da esquerda para a direita: Assif Sadrudine (Coordenador do Projeto Made in Mozambique), Claudio Melo (Diretor Geral do Maputo Shopping), Ricardo Camargo (ABF), Jaime Nicol´s (Diretor de Promoção de Produtos Nacionais), Assane Ibraímo (Técnico do Ministério) e Rogério Feijó (ABF)

O governo moçambicano enxerga o franchising como um forma de profissionalizar e desenvolver o setor varejista e de serviços, gerando emprego, renda e capacitação profissional, o que ajudará a combater a informalidade. Neste sentido a ABF esteve reunida com membros do Ministério da Indústria e Comércio de Moçambique para discutir uma forma de colaboração neste processo. Os dirigentes do governo quiseram entender como é o franchising na sua essência e de que forma este modelo de negócio poderá ser implementado no país. Ricardo Camargo fez uma explanação sobre o setor e apresentou alguns casos para ilustrar a sua apresentação.

A idéia é municiar o governo com material sobre o setor e promover a vinda de uma delegação moçambicana para participar da próxima edição da ABF Franchising Expo, em junho de 2011. A Associação ofereceu um estande para o governo de Moçambique apresentar o país e suas oportunidades de negócios, além de agendar reuniões com representantes do SEBRAE e da Apex-Brasil.

A outra reunião aconteceu no Centro de Promoção de Investimentos – CPI, órgão ligado ao governo moçambicano e responsável pela atração de investimentos. Na ocasião foi apresentado um panorama sobre a economia do país e a estratégia elaborada pelo governo para intensificar o desenvolvimento de Moçambique, por meio de atração de investimentos estrangeiros e formação de parcerias público-privadas – PPP. Atualmente o país recebe forte ajuda internacional por meio de ONGs, o que está contribuindo para o fortalecimento das instituições públicas, principalmente com capacitação profissional. O Brasil está participando deste esforço ministrando treinamentos para funcionários públicos, com o objetivo de agregar melhorias aos serviços prestados à população. O site do órgão é bastante completo e traz informações precisas para quem deseja investir no país: www.cpi.co.mz

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