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Conheça a história do jovem que desistiu de se casar para abrir negócio próprio com a noiva


24/05/2021


abrir negócio próprio

Nascido na cidade de Amparo, interior de São Paulo, Victor Antônio, de 34 anos, tem uma história marcada por surpresas e encontros.

Filho de músico e cabeleireira, teve uma vida simples e humilde.

Com apenas 12 anos, já trabalhava como gandula (apanha-bolas) no campo de tênis que havia perto da sua casa.

Aos 14, em conjunto com seus irmãos, ajudava o pai fazendo bico em festas, cantando, tocando instrumentos e até mesmo sendo o locutor do casamento.

Apesar de trabalhar desde cedo, o amparense nunca deixou os estudos de lado.

Foi estudando que conseguiu uma bolsa na escola particular para ingressar no Ensino Médio, o que anos mais tarde possibilitou sua entrada em uma faculdade pública, a Unicamp, para cursar Matemática.

Na graduação, Victor entrou para o programa “Bolsa ao trabalho”, que garantia aos estudantes alimentação, moradia e transporte, entre outros benefícios.

Em troca, trabalhava em algum local do campus.

E foi assim, trabalhando na biblioteca, que passou para a orquestra sinfônica da faculdade.

Em dois anos, Victor tornou-se produtor da orquestra jovem.

Com 19 anos, já cuidava de 50 músicos.

“Entrar na orquestra ajudou a me desenvolver como profissional. Foi um momento muito bom. Aprendi a lidar com pessoas e fazer toda a gestão do projeto, incluindo os músicos”, comenta.

Mestrado e período nos EUA

Quando terminou a graduação em matemática, o jovem entrou para o mestrado em Engenharia Química e abriu mão da orquestra para se dedicar aos estudos, durante o período, também fez uma pós em administração.

Em 2010, no mesmo ano em que se tornou mestre, começou o doutorado.

Foi quando surgiu a oportunidade de viajar para os Estados Unidos durante seis meses para desenvolver seu estudo no Departamento de Energia do Governo dos EUA.

Na época, sua namorada Elisa, havia terminado sua graduação em Odontologia.

Na volta de Victor ao Brasil, os dois decidiram morar juntos, em Campinas (SP).

Sem geladeira, só com um colchão e uma televisão, aos poucos o casal foi comprando os móveis para a casa.

Casar ou abrir negócio próprio?

Victor desde o mestrado tinha vontade de empreender, mas não via possibilidades dentro de sua profissão.

“Não tinha ideia de como empreender.

Em 2014, a Elisa decidiu se especializar em Ortodontia.

Pesquisando a fundo, ela encontrou a OrthoDontic, fez o cadastro e ganhou um encarte da franquia”, lembra o professor.

Os dois sonhavam com o casamento.

O casal havia juntado R$ 15 mil para realizar a cerimônia, mas o valor ainda não era o suficiente.

Por coincidências da vida, arrumando suas coisas dentro da faculdade que fazia o doutorado, Victor encontrou o encarte antigo da OrthoDontic e descobriu que o projeto de expansão para começar a franquia era o valor exato que os dois tinham guardado para o casamento.

“Como era uma oportunidade única.

Desistimos de nos casar para começar o negócio”, afirma o jovem.

“Não imaginávamos que o encarte iria voltar para nossas vidas.”

Pizza aquecida no secador de cabelos

O casal só tinha o valor do investimento inicial para a franquia.

Então, Victor e Elisa se organizaram e, por dois anos, economizaram para conseguirem bancar a implantação de uma unidade, em Amparo.

Mas o período difícil ainda perduraria por algum tempo.

No treinamento para os novos franqueados, em Londrina (PR), os dois não tinham condições de pagar almoço e jantar em restaurantes.

Decidiram comprar pão, frios e uma pizza de frango com portuguesa, que duraria cinco dias.

Para completar, o micro-ondas do hotel estava quebrado, e o jeito foi usar o secador de cabelo para aquecer a pizza.

“Todo dia 12 de setembro, comemoramos o dia da pizza, para nunca esquecermos o nosso esforço”, conta Victor.

Durante a implantação do negócio, no período da manhã e tarde, o amparense ajudava nas obras da unidade.

À noite, trabalhava como professor e de madrugada, estudava para o doutorado.

Foram dias em claro e, na correria, Victor acabou perdendo 15 quilos até que a unidade fosse finalmente aberta, em 2015.

Sem pânico, terceira loja a caminho

Depois disso, em meio a crises de pânico, Victor não tinha forças de conversar com os outros.

Elisa assumiu os negócios até ele se recuperar, após um período de cerca de três meses.

“Eu me trancava nos lugares da clínica. Não tinha ânimo e força de vontade para nada.

Se não fosse pela Elisa, eu ainda estaria mal e o negócio teria fracassado”, comenta Victor.

Apesar das dificuldades, além da unidade de Amparo, o jovem casal conseguiu cinco anos depois abrir outra unidade, na cidade de Pedreira (SP) em agosto de 2020. Durante a pandemia, os dois fecharam o ano com metas 10 vezes acima do projetado, somando um total de R$180 mil.

E agora planejam abrir sua terceira unidade em Mogi Mirim até o final de 2021.

“Tenho muito orgulho do que eu e minha mulher conquistamos.

Os perrengues que passamos na vida são obstáculos que devemos ultrapassar para conquistar sonhos e objetivos.

Batalhamos tanto e olha aonde chegamos”, afirma Victor.

 

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