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O pai tá on?

25/09/2020

o pai tá on

Franqueadores que não usaram o atual momento para acelerar a transformação digital deixaram seus franqueados “off”

 

 

Por Eduardo Murin*

 

No dia 12 de agosto deste ano, o jogador Neymar comemorou a classificação do Paris Saint-Germain (PSG) para as semifinais da Champions League proferindo a seguinte frase: “O pai tá on!”.

Após tal fala, não demorou muito para que a expressão viralizasse nas redes sociais e caísse no gosto daqueles que produzem (ou meramente reproduzem) memes e se tornasse parte do vocabulário de muitos, passando de publicações online a título de funk e tema de pagode, de brincadeira de criança a interjeição na ponta da língua de alguns famosos, e assim sucessivamente.

Pois bem, mal (ou bem) sabia Neymar que a expressão, em tempos de maior complexidade e crise global, poderia também ser aplicada à capacidade de resiliência e adaptação de muitas empresas (e pessoas) em meio a um cenário que, dentre outras coisas, teve na relação causa-efeito um papel de motor propulsor forçoso de transformação digital.

Conforme publicação em recente edição da Revista Veja, para lidar com os desafios que surgiram durante a pandemia, segundo estudo da consultoria International Data Corporation (IDC), 62,8% das organizações brasileiras empregaram um modelo de trabalho dinâmico e reconfigurável; 52,4% conectaram organizações e indivíduos, independentemente de sua localização; 40% estão garantindo resiliência na infraestrutura digital e 38,7%, gerando confiança nos clientes.

No caso das redes de franquias, especialmente as brasileiras, a matéria da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios publicada em abril deste ano lançou ainda mais luz sobre a questão: da omnicanalidade à capacidade de produzir e gerir dados relevantes que melhor compreendam desejos e comportamentos de consumidores e clientes.

A via tecnológica em processo de estruturação, para muitas organizações, foi aceleradamente pavimentada no contexto crítico agravado pelo coronavírus, e pode ser que este tenha sido apenas o início de um longo – quiçá interminável – processo.

A propósito, enquanto muitas marcas deixaram de existir ou se aproximaram de sua extinção nos mais recentes meses, outras (mais adaptáveis, ágeis, consistentes, atentas e, portanto, resilientes) reagiram diante das ameaças e, de maneira criativa, por vezes arrojada, potencializaram seu viés transformador e muscularam suas plataformas digitais e soluções online.

Muitas redes de franquias, por exemplo, ganharam capacidade tecnológica e alcance regional sem precedentes para capacitar franqueados e profissionais das franquias a distância, bem como atender a seus clientes e consumidores.

Outras, por sua vez, aperfeiçoaram suas ferramentas e estratégias para campanhas online, além das tradicionais estratégias offline, e obtiveram economia de recursos, ganharam capacidade de gestão e medição de indicadores, além da competência para impactar mais cirurgicamente seu público-alvo.

Em suma, franqueadores que aceitaram, de maneira realista e visionária, o desafio de mergulhar no processo de transformação e, não apenas isso, convidaram e engajaram suas redes de franquias a percorrer esta jornada de mãos dadas (e dispositivos conectados), tiveram melhores condições de combater os malefícios da pandemia e inclusive crescer, colhendo os benefícios de atuar sábia e diligentemente durante a crise.

Por fim, mas não menos importante, redes mais progressistas, social e ambientalmente responsáveis, e que cuidam de suas pessoas (profissionais, clientes, etc.) entenderam que, em momentos como o atual, a tecnologia também veio para ajudar mais, alcançar mais, economizar mais, poluir menos, segregar menos, e trouxe inúmeras outras maneiras de aproximar, ainda que a distância física tenha sido obrigatória; por conseguinte, se bem aplicada, veio para valorizar a ressignificar a relação das franquias com seu entorno.

Assim sendo, atenção! Se o seu franqueador não iniciou ou não pensa e age séria e consistentemente para a construção célere de uma estratégia de transformação digital, significa que o pai de sua marca não está “on” e que o filho, ou seja, o franqueado, muito provavelmente a esta altura já esteja “off”.

 

* Eduardo Murin é diretor de Expansão da rede de escolas de idiomas CNA