Franquias da moda, veja os cuidados que você deve ter
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franquias da moda por Claudia Consalter

Cuidado com as franquias da moda

10/05/2022

O mundo do franchising é muito suscetível a modismos.

De repente, alguém inventa um produto ou traz um produto de fora do país para o Brasil, monta uma franquia e essa franquia vira a febre do momento.

Quando essas franquias aparecem, muitas vezes são vistas como o grande negócio dos seus segmentos.

Foi assim com marcas de açaí, hamburguerias, barber shops, pizza cones, muffins, donuts e muitos outros produtos.

Primeiro surgiu uma franquia pioneira e, em seguida, na carona do sucesso da primeira, várias outras foram pipocando Brasil afora.

Um exemplo clássico é o das paleterias, que foram sucesso anos atrás.

Mas onde estão as paleterias hoje? Outro exemplo emblemático: na época das iogurterias, havia muitas marcas para se investir, mas hoje poucas seguem ativas.

A verdade é que, passada a moda, restaram apenas algumas poucas – e muito boas, diga-se – franqueadoras e iogurterias, mas a maioria das redes que surgiram praticamente juntas acabou desaparecendo do mercado.

Em geral, os problemas das franquias da moda são franqueadores inexperientes, planos de negócios não testados ou que não se cumprem na prática e produtos ruins.

E, entre as franquias que somem do mercado, a maior parte desaparece exatamente por contar com franqueadores inexperientes e/ou por não conseguir oferecer suporte aos franqueados para que permaneçam de forma perene no mercado.

É claro que entre todas as franquias da moda existem bons franqueadores, com bons produtos e bons planos de negócios, capazes de sobreviver durante longos períodos.

Aliás, se você tem um perfil agressivo de investimento, talvez uma franquia da moda seja uma boa opção para aplicar o seu dinheiro. Mas é preciso saber escolher.

Na maioria das vezes, franquias da moda são franquias que vão sair do mercado totalmente ou que vão permanecer com poucas operações, muitas vezes tocadas pelos franqueadores, que vão aprender junto com os franqueados – e assim sobreviverão.

Para não entrar em fria, é fundamental saber diferenciar as opções de franquias disponíveis.

É preciso avaliar o conceito do negócio, as promessas do franqueador, ser crítico sobre o plano de negócio e, eventualmente, quando se está disposto a apostar em uma franquia jovem, que esteja na moda, aceitar o fato de que você não terá grande suporte na implantação.

Ou seja, você deve estar ciente de que, ao fazer tal escolha, vai correr um pouco mais de risco do que teria em franquias mais tradicionais e/ou já estabelecidas.

Vale sempre o alerta: independentemente do seu perfil, mais arrojado ou mais cauteloso, fique atento para não cair em promessas de lucros milagrosos.

É impossível, por exemplo, uma franquia trazer um retorno de 50% do seu investimento por mês – não acredite em planos de negócios que contenham exageros deste tipo. Em franquias sólidas, o retorno é sempre proporcional ao valor do investimento.

Antes de assinar qualquer documento, converse muito com os franqueadores e, sobretudo, com os franqueados da rede para saber mais sobre a operação e o suporte que recebem.

Pegue a Circular de Oferta de Franquia (COF), analise-a com cuidado e não compre a franquia na empolgação.

Se você for um investidor de primeira viagem, opte por franquias já estabelecidas, com mais de 10 anos de mercado.

Nelas, você terá uma operação consistente, sem muitos riscos e com melhor suporte.

Na hora de decidir, escolha modelos de negócios que paguem mais sobre o seu investimento inicial.

Deixe de lado o seu idealismo. Se você gosta muito de restaurante e sonha em ter o seu restaurante próprio, não abandone o seu sonho.

Mas priorize a segurança do seu investimento.

Analise bem onde você irá aplicar o seu dinheiro. Cuide bem dele! E opte por franqueadores que vão ajudá-lo a preservá-lo, sem colocá-lo em risco.

Por Claudia Consalter, sócia-fundadora da OrthoDontic


Fonte: Economídia