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Fintechs P2P podem ser opção na retomada dos negócios

14/12/2020

negócios

Após oito meses de negócios praticamente paralisados, empréstimos e investimentos começam a ganhar fôlego, especialmente entre empresas

Depois de oito meses sob os efeitos da pandemia do novo coronavírus, a atividade econômica brasileira começa a ter algum respiro. As fintechs – novamente – podem ser a resposta para empreendedores nesta retomada, enquanto os bancos tradicionais ainda patinam na oferta de crédito e mantêm a burocracia que asfixia e onera os pequenos e médios empresários. 

É verdade que esta paralisia afetou todas as instituições financeiras na mesma proporção na medida em que a pandemia avançou.

Sem saber o que aconteceria, os investidores ficaram preocupados e buscaram liquidez. Assim, a concessão de empréstimo simplesmente parou no início do segundo trimestre de 2020.

As fintechs também foram afetadas, especialmente as que atuam na modalidade peer to peer (modalidade de investimento coletivo, onde pessoas físicas emprestam recursos para empresas).

Em plena quarentena, com comércio e empresas de prestação de serviços fechados por conta do isolamento social, quem iria investir em expansão de negócios ou assumir o risco desse tipo de aplicação? 

Mas veio agosto e o cenário finalmente começou a mudar. E não se trata de feeling, mas de fato. Na Kavod Lending, por exemplo, já percebemos uma melhora significativa no desempenho das operações.

Nós intermediamos operações entre investidores e franquias. E, em agosto, fizemos uma campanha (captação de recursos) para um lojista que precisava captar R$ 250 mil.

Em setenta minutos conseguimos atingir a meta e formar uma lista de espera de investidores de mais R$ 200 mil. Isso demonstra que os investidores começam a voltar, assim como a confiança – tanto por parte do investidor quanto das empresas solicitando crédito.

Afinal, tanto o montante (R$ 250 mil) quanto o tempo de captação (70 minutos) estão dentro da média valor/tempo do que era visto antes do início da pandemia. 

Nos últimos anos, as fintechs se firmaram como atores relevantes para a sustentação do mercado de negócio e ganharam destaque como fonte de empréstimo mais rápido e econômico para alguns segmentos de negócios. Muitas vezes, somos a única alternativa à burocracia dos bancos tradicionais, além de oferecermos juros menores.

Agora, retomamos esse papel, já que as instituições financeiras e as linhas disponibilizadas pelo governo não foram suficientes para atender a demanda, que vem em uma crescente.

Tanto é assim que o Banco Central revisou a sua projeção de expansão de crédito para 2020, de 7,6% para 11,5% segundo o último relatório de inflação divulgado em setembro. A revisão decorre, principalmente, do aumento da demanda de crédito pelas empresas. 

Os bancos ainda estão retraídos, esperando para ver o que vai acontecer nesta possível segunda onda da Covid-19 e como serão as negociações das dívidas das empresas no começo do próximo ano, especialmente em janeiro e fevereiro – muitas empurraram os vencimentos para 2021. Caberá às fintechs ocupar novamente esse espaço. 

Bom para o empresário, que consegue dinheiro rápido com taxa de juros a partir de 1,2% ao mês. E também para o investidor, que pode ter retornos a partir de 14% ao ano em um cenário de Selic de 2% ao ano, com a poupança e a renda fixa perdendo para a inflação.

(Por Renato Douek, CEO da Kavod Lending)