Conselho dos Franqueados: os segredos da cooperação
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Conselho dos Franqueados

Conselho dos Franqueados: desvendando os segredos da cooperação

18/09/2023

Especialista em direito empresarial explica sobre alternativa jurídica que pode se tornar um verdadeiro “salva-vidas” dentro do mercado de franquias

No competitivo mundo das franquias, a cooperação pode se provar um verdadeiro desafio.

Questões como taxas, suporte e até mesmo o controle operacional costumam levar a desentendimentos, abalando a relação entre franqueador e franqueado.

Em meio a essas tensões, há uma poderosa ferramenta que frequentemente passa despercebida: o Conselho de Franqueados.

De acordo com o advogado Gilberto Bergamin, especialista em direito empresarial, a iniciativa traz benefícios mútuos e se torna uma medida estratégica para a gestão de franquias.

“É uma instituição independente, composta por franqueados, que atua como um canal de comunicação entre eles o franqueador.

O Conselho permite que suas vozes sejam ouvidas, debatidas e incorporadas às estratégias da rede”, explica.

Instituir um Conselho de Franqueados pode se tornar um grande passo para o sucesso, especialmente em redes marcadas por turbulências internas.

Entretanto, é preciso estar atento a certas etapas na hora de sua criação.

Para Bergamin, existem seis pontos cruciais que devem ser levados em consideração;

1. Estabelecer uma base legal sólida

“É fundamental contar com um contrato de franquia bem elaborado, que inclua as bases legais para a criação e manutenção do Conselho de Franqueados.

Caso o contrato não disponha de tal modalidade, recomenda-se sua revisão e ajuste, para acomodar essa estrutura.”

2. Definir a composição

“O Conselho deve ser composto de forma democrática, por representantes eleitos pelos próprios franqueados, de modo que eles tenham voz ativa nas decisões da rede.

A proporção de membros eleitos e nomeados pode variar de acordo com a quantidade de unidade, mas a transparência é essencial”

3. Clareza e objetividade

“É importante que os objetivos da instituição sejam claros e expressamente definidos.

Eles podem incluir a discussão de estratégias de marketing, avaliação de desempenho, resolução de conflitos e demais tópicos relacionados”.

4. Reuniões periódicas

“Estabeleça um cronograma regular de reuniões do Conselho, que podem ocorrer de forma trimestral ou semestral, a depender das necessidades da rede.

Além disso, é importante manter um registro escrito e detalhado desses encontros, que pode ser muito útil no futuro”.

5. Comunicação aberta

“Incentive uma comunicação aberta e transparente entre franqueadores e franqueados.

O Conselho deve ser um canal eficaz para que os franqueados expressem suas preocupações e ideias.

Deve ser um espaço de trocas profissionais e pessoais”.

6. Autonomia

“O Conselho não deve interferir nas operações diárias dos franqueados, mas sim focar em questões estratégicas e de interesse coletivo.

É preciso respeitar sua autonomia e fortalecê-lo”.

Apesar das inúmeras vantagens, nem todo modelo é eficaz.

É preciso tomar certos cuidados, como escolher uma representatividade adequada, estimular uma comunicação funcional e estar aberto à implementação de recomendações.

“Assim como toda relação jurídica, o sucesso depende da boa vontade das partes, e do compromisso do franqueador em ouvir e responder às preocupações dos franqueados”.

O advogado enfatiza ainda que a criação de um Conselho de Franqueados não é apenas uma medida jurídica, mas uma demonstração de comprometimento e colaboração.

“Uma relação saudável entre franqueadores e franqueados é o alicerce de uma franquia bem-sucedida”, finaliza.

 

Fonte: MercadoCom