Uberlândia registra crescimento de 11% em número de franquias

06/12/2017

Segundo levantamento da Associação Brasileira do Franchising (ABF), das 30 cidades brasileiras com maior número de unidades de franquias, 20 são capitais (66,7%). Considerando-se a taxa de crescimento de unidades no primeiro semestre deste ano, destacam-se quatro municípios que não são capitais: São José dos Campos e Campinas, ambas em São Paulo; Niterói, no Rio […]

Uberlândia tem crescimento em franquias

Segundo levantamento da Associação Brasileira do Franchising (ABF), das 30 cidades brasileiras com maior número de unidades de franquias, 20 são capitais (66,7%). Considerando-se a taxa de crescimento de unidades no primeiro semestre deste ano, destacam-se quatro municípios que não são capitais: São José dos Campos e Campinas, ambas em São Paulo; Niterói, no Rio de Janeiro; e Uberlândia, no Triângulo Mineiro. A cidade do interior mineiro teve crescimento em número de unidades, inclusive, maior do que quase todas as capitais, com 11%, atrás apenas de Recife (PE), Goiânia (GO) – sendo elas, capitais – e Niterói (RJ), com 12%; e São José dos Campos (SP), com 13%. Belo Horizonte registrou a taxa de 10%, mesmo índice que Rio de Janeiro (RJ) e Brasília (DF), por exemplo.

Uberlândia é a segunda cidade mais populosa de Minas Gerais, com quase 677 mil habitantes, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em agosto de 2017. O município segue em crescimento acelerado, registrando aumento de 1,04% na comparação com 2017 – bem acima das médias do Estado (0,58%) e do País (0,80%). Ainda de acordo com o ranking do IBGE, é a 12ª cidade mais populosa do interior do Brasil.

De acordo com o gerente de marketing e comunicação do grupo Brugnara, Pedro Botelho, o sucesso de Uberlândia está ligado ao forte ambiente empresarial apresentado pela cidade. “As capitais são mais procuradas por motivos óbvios, mas muitas já não suportam o mesmo ritmo. Observamos com cuidado várias regiões interioranas e Uberlândia apresenta um polo industrial forte e uma economia dinâmica, o que faz com que seu nível de competitividade seja alto”, avalia Botelho.

Ter uma população grande ajuda a dar força para o mercado, porém isso não é suficiente. A cidade precisa ter uma renda per capita proporcional e ser um polo regional, capaz de atrair as populações do entorno para o consumo e o trabalho. “Não basta ser grande. Minas Gerais tem algumas cidades com populações relativamente pequenas, mas que são centros regionais importantes. Varginha, no Sul de Minas, é uma delas (com quase 135 mil habitantes, segundo estimativa do IBGE, para 2017), Varginha se destaca como um centro de atração capaz de oferecer uma economia diversificada e que deve crescer, especialmente no franchising, acima da média do País nos próximos anos”, aponta o gerente de marketing e comunicação do grupo Brugnara.

O Instituto de Gastronomia das Américas (IGA) – escola de gastronomia argentina – desembarcou no Brasil em 2008, com unidades próprias em Porto Alegre (RS), Belo Horizonte, Campinas, Curitiba (PR) e Goiânia. Em 2013, teve início o processo de franquia e atualmente são 33 unidades no País, sendo mais duas em Minas Gerais: Uberlândia e Juiz de Fora, na Zona da Mata.

Segundo o diretor de expansão do IGA, Luís Zemlenoi, as cidades do interior oferecem, além de muitas oportunidades para novos modelos de negócios, qualidade de vida para os empreendedores. “Saímos um pouco das grandes metrópoles, fazendo um caminho menos óbvio ao chegar ao Brasil, porque é mais fácil viver em cidades como Campinas e Uberlândia, por exemplo. Há alguns anos o franchising brasileiro vem passando por uma interiorização muito salutar. Essas cidades têm dinheiro circulando e qualidade de vida”, analisa Zemlenoi.

Para o executivo, Minas tem, pelo menos, mais 15 cidades aptas a receber uma unidade do IGA. O investimento médio mínimo necessário é de R$ 300 mil. A escola oferece cursos livres profissionalizantes de gastronomia e tem unidades nas três Américas, totalizando cerca de 25 mil alunos.

Cidades acima de 250 mil habitantes estão no foco do Instituto. “O Estado tem como característica a questão das cidades polo. Às vezes não são tão grandes, mas têm uma área de influência importante. Isso tudo precisa ser analisado. Outro ponto que chama a atenção entre os mineiros é o comprometimento. Quando fecham um negócio, seja a compra da franquia ou a matrícula na escola, aquela parceria está selada. Tudo que os mineiros fazem é com uma certeza muito grande”, elogia o diretor de expansão do IGA.


Diário do Comércio/MG – Daniela Maciel – 06/12/17

Avaliação

NOTÍCIAS RELACIONADAS