Não operar próprias franquias leva ao fracasso, diz vice-presidente da ABF Rio

10/10/2017

Brasil Econômico – Guilherme Parolim – 28/09   Segundo Luiz Felipe Costa, grande parte das franquias que fecham no primeiro ano de operação fracassam porque dono delega funções; entenda O vice-presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF) do Rio de Janeiro, Luiz Felipe Costa, disse que um dos maiores motivos para o fracasso das franquias […]

Brasil Econômico – Guilherme Parolim – 28/09

 

Segundo Luiz Felipe Costa, grande parte das franquias que fecham no primeiro ano de operação fracassam porque dono delega funções; entenda

O vice-presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF) do Rio de Janeiro, Luiz Felipe Costa, disse que um dos maiores motivos para o fracasso das franquias que encerram as atividades ainda no primeiro ano de operação é a delegação de funções a terceiros. As afirmações foram feitas durante palestra na Expo Franchising ABF Rio.

De acordo com o especialista, a participação ativa do dono em suas próprias franquias é essencial para o sucesso da operação. Costa criticou o fato de que muitos franqueados pensam em começar já investindo em mais de uma loja, o que pode resultar em uma perda de foco. “Enquanto você está construindo é que vai conquistando pessoas boas para o negócio”, disse.

Costa acredita, inclusive, que as pessoas sejam a parte mais importante de uma franquia bem-sucedida. No entanto, ele ressalta que esses possíveis franqueados precisam estar completamente envolvidos e se adequarem ao perfil ideal para o tipo de franquia em que desejam investir. “Faça alianças com pessoas que compartilhem seus valores. Franquia é convergência. Quando maior a convergência de valores entre as pessoas, mais longe o negócio vai chegar”, afirmou o especialista.

Benefícios

Durante a palestra, o vice-presidente da ABF comentou sobre as vantagens de trabalhar com o modelo de franquias. Entre as principais, ele destaca a utilização de uma marca que já foi testada e tem reconhecimento dentro de seu mercado: “Quando você se junta a um grupo maior, existe uma economia de escala. Você consegue melhorar a logística e ter mais tempo para se dedicar à pessoa que está na loja”.

Além disso, Costa também acredita que o investidor possa se beneficiar dos sistemas de controle e gestão que já são aplicados pela empresa. “Quando o franqueado entre em uma rede já estabilizada, ele usufrui de toda a inteligência”, explicou.

Para que estas vantagens sejam aproveitadas da melhor maneira em busca de resultados, Costa diz ser necessário um consenso entre franqueador e franqueado: “Desde o início, os dois precisam estar alinhas. O acordado não sai caro. Cada um deve entender seu papel e cumprir”.

Segundo Costa, existem alguns desafios que os franqueados precisam cumprir para que este alinhamento seja atingido. Uma das principais questões é o entendimento de que o poder de decisão será limitado. O especialista diz que o investidor precisa estar disposto a “ser controlado” para a manutenção dos padrões das franquias. “Se no início acreditou e confiou no que foi dito, tem que cumprir”, finalizou.

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