África é a nova fronteira das empresas brasileiras

12/01/2018

Açaí brasileiro no continente africano

A relação comercial entre o Brasil e o continente africano cresceu 400% em 12 anos. A goiana Fast Açaí prepara três lojas e o lançamento do açaí expresso para comercialização em supermercados de Angola

As relações entre Brasil e África vão além das influências históricas e culturais. Intensas e promissoras parcerias comerciais também são cultivadas. Para se ter uma ideia, entre 2002 e 2014 o volume do comércio bilateral entre o nosso país e as nações africanas saltou de US$ 5 bilhões para US$26,8 bilhões, um aumento 400% no período e uma média de mais de 33% de crescimento ao ano. Os dados são do Ministério das Relações Exteriores. Goiás é um dos estados brasileiros que possui estreita relação comercial com a África. Entre 2011 e 2016 a economia goiana manteve transações comerciais com 45 dos 54 países do continente africano.

 

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São esses e outros números que têm feito da África a nova fronteira de expansão para empresas brasileiras. Especializada no setor de healthy fast food a franquia goiana Fast Açaí, se prepara para abrir três novas lojas no continente africano. Até o fim de janeiro as novas unidades estarão em funcionamento em Luanda, capital de Angola. A rede também escolheu o país para inaugurar um novo produto, que é o açaí pronto para o consumo para ser comercializado em supermercados, que começará a circular ainda no início de 2018. A entrada no novo mercado será feita em parceria com a B4U, que trabalha com investimentos e participações no continente africano, criada pelos  empresários brasileiros Jefferson Barbosa e Hudson Alves.

Angola será o segundo país a receber a Fast Açaí no cenário internacional – o primeiro foi os Estados Unidos em 2016. A ideia de levar o açaí para a África surgiu devido ao grande crescimento mundial do açaí para atender à demanda pela alimentação saudável que também cresce no país africano. “O açaí, muito consumido nos Estados Unidos e países da Europa, já está entre os principais commodities que o Brasil tem. Então decidimos inovar aqui também”, disse empresário brasileiro Jefferson Barbosa, 41 anos, que mora em Angola há mais de 10 anos e é um dos sócios franqueados da rede no continente.

Há quatro anos, ele conheceu o sócio Hudson Alves, 35 anos, outro brasileiro que também vive em Angola e tem quatro franquias da Fast no Brasil. Desde então os dois vêm trabalhando em parceria para concretizar esse projeto de levar o açaí para terras africanas. “Outro motivo de escolhemos Angola é a influência que que o estilo de vida do brasileiro tem nos angolanos. Eles admiram muito de tudo que diz respeito ao Brasil”, completou.

As lojas serão instaladas nos três principais shoppings da capital angolana, Luanda. Para atender à demanda da capital, que possui mais de 6,5 milhões habitantes, a franquia vai inaugurar, no primeiro semestre do ano deste ano, sua atuação no mercado varejista. Frederico Junqueira, um dos diretores da rede de franquias, explica que a atuação no varejo é resultado de uma pesquisa de mercado feita pela Fast Açaí no mercado internacional.

“Quando inauguramos nossa primeira unidade no exterior, em julho de 2016, nós começamos a analisar o comportamento do mercado e vimos que fora do Brasil a cultura do consumo varejista é muito grande.  Além de pulverizar o produto, possibilitando o consumo em casa, é também uma estratégia para pulverizar a marca, o que valoriza também as lojas”, observa.

Expansão

A chegada à África, na visão do presidente do Coletivo de Empresários e Empreendedores Afro-brasileiros de Goiás, José Eduardo Silva, é resultado do crescimento do comércio bilateral com países africanos, que ganhou força, principalmente a partir de 2012, quando o Brasil priorizou em sua política externa um novo olhar nas relações comerciais com países de África. “Acredito que o governo e a indústria, souberam aproveitar os caminhos que foram abertos”, disse.

De acordo Frederico Junqueira, a expansão internacional da franquia não vai parar por aí. “Nossa meta é alcançar todo o continente africano. Depois disso, até 2020, visamos expandir para a Europa e as Américas”,  anuncia. Em julho de 2016 a rede, que já possui mais de 160 unidades espalhadas em 12 estados brasileiros, mais o Distrito Federal, comemorou a abertura de sua primeira loja internacional, na Flórida, nos Estados Unidos. O crescimento bem sucedido levou a Fast Açaí, inclusive, a ser listada em um ranking feito pela Fundação Dom Cabral que identifica as franquias nacionais que mais estão exportando seus produtos.

Todos os projetos de expansão internacional da marca têm o apoio do Projeto Extensão Industrial Exportadora (PEIEX), do Governo Federal, criado em 2009 para incrementar a competitividade e promover exportação das empresas de micro, pequeno e médio porte. É também uma forma de, qualificar e ampliar os mercados das indústrias brasileiras. Este programa foi eleito pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o melhor projeto de apoio às empresas do mundo.


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