Expectativas para o segundo semestre estão mais otimistas

07/11/2017

Valor Econômico – Jacílio Saraiva – 31/10/17 Confiança em alta e boas expectativas de vendas para o final do ano. É assim que os empresários convidados pela Maratona Valor PME 2017 para compartilhar suas experiências pretendem operar nos próximos meses, até dezembro. O evento de palestras voltadas para pequenos e médios empreendedores reuniu 1,1 mil […]

Segundo semestre de 2017 por Eduardo Kyrillos

Valor Econômico – Jacílio Saraiva – 31/10/17

Confiança em alta e boas expectativas de vendas para o final do ano. É assim que os empresários convidados pela Maratona Valor PME 2017 para compartilhar suas experiências pretendem operar nos próximos meses, até dezembro. O evento de palestras voltadas para pequenos e médios empreendedores reuniu 1,1 mil pessoas, este mês, em São Paulo.

Apesar do quadro recessivo, algumas empresas confiam em um crescimento de 20% nos negócios, no segundo semestre de 2017, em relação ao mesmo período de 2016. No ano que vem, a receita para atrair contratos combina investimentos no exterior, lançamentos de produtos e reestruturação de unidades de negócios.

É o caso do Icomm Group, que engloba as marcas Shop2gether e OQVestir. Segundo o CEO Eduardo Kyrillos, o ano de 2017 está mais difícil para o varejo do que o período anterior, mas o encolhimento nas vendas físicas pode trazer oportunidades para o comércio eletrônico.

Com 300 funcionários, o Icomm foi fundado este ano, a partir da fusão dos sites Shop2gether, no mercado desde 2012, e OQVestir, criado em 2009. Juntos, reúnem mais de 400 marcas de moda. “O nosso diferencial diante de outros e-commerces fica por conta da curadoria de especialistas, que assinam conteúdos sobre estilo de vida e falam das novidades nacionais e internacionais”, garante.

Somente a Shop2gether faturou R$ 75 milhões em 2016 e a expectativa para 2017 é chegar aos R$ 200 milhões de faturamento, já obtidos com a união das duas operações. A parcela de investimentos em 2017 está estimada em R$ 30 milhões, para apoiar ajustes pós-fusão e ações de marketing.

“Entramos agora no principal período do ano para o varejo e as expectativas são altas”, diz Kyrillos, que confia no crescimento da demanda com a proximidade das festas de final de ano e da Black Friday, data em que o varejo realiza promoções em novembro. “Só esperamos uma nova baixa sazonal no fim da liquidação de verão, em fevereiro de 2018”. A previsão de crescimento no segundo semestre de 2017 é de 20%, em comparação ao mesmo período de 2016.

Para atravessar os meses de crise, o empresário investiu em infraestrutura, por conta da fusão e de olho em um novo ciclo de crescimento, previsto para 2018. A estimativa de faturamento no próximo ano é superar a marca dos R$ 200 milhões. “O grande desafio será manter o crescimento sustentável, gerando caixa.”

Adriana Auriemo Miglorancia, sócia-fundadora da marca de nozes e castanhas glaceadas Nutty Bavarian, diz que mesmo com um cenário de juros mais baixos, o final de ano não será tão fácil. “Por isso, estamos reforçando promoções e treinamentos das equipes, além de desenvolver novos produtos.” Negociações com fornecedores e pontos comerciais também estão em pauta. Fundada em 1996, a Nutty Bavarian tem 135 pontos de venda, a maioria de quiosques que funcionam no modelo de franquias. Faturou R$ 56 milhões em 2016 e espera fechar 2017 com um faturamento de R$ 58 milhões.

“Atualmente, estamos estudando novos projetos de quiosques e vamos aumentar o mix de produtos, com uma linha de opções fitness”, afirma. A expansão internacional também entrou na agenda. A rede tem seis pontos próprios nos Estados Unidos e abriu uma operação em Portugal. Os mercados da Espanha e Alemanha estão sendo analisados.

No próximo ano, um dos desafios da Nutty Bavarian será manter as entregas, mesmo com a alta de custo na matéria-prima. “A demanda por castanhas está crescendo bem mais do que a oferta e, com isso, as margens diminuem”, analisa. “Não podemos simplesmente repassar o aumento para o cliente.” A marca vende mais de uma tonelada de castanhas ao dia.

Para se ter uma ideia, somente a safra da castanha-do-pará registrou, este ano, uma queda de cerca de 70%, em relação a 2016. A produção esperada, segundo pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na Amazônia, é de dez mil toneladas. As últimas médias anuais variaram entre 20 mil e 40 mil toneladas. A queda da produção fez o preço da lata de 11 quilos passar de R$ 50 para R$ 120, em algumas regiões do Norte do país.

“Em épocas assim, não podemos simplesmente justificar a queda nas vendas por conta da crise”, diz Adriana. “Temos uma responsabilidade grande com os franqueados. Vamos reduzir custos e usar toda a criatividade para trabalhar mais do que nunca.” Esse ano, a marca criou um novo formato de franquia, em que o franqueado é o próprio operador do quiosque. Segundo a empresária, o modelo tem um investimento menor que o tradicional.

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