Quais os segmentos promissores para o franchising em 2026?

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Quais segmentos são mais promissores para o franchising em 2026?

12/01/2026

franchising em 2026

Especialista avalia setores que se destacaram anteriormente e que podem repetir a dose este ano

Em 2025, o franchising brasileiro manteve trajetória de robusto crescimento.

Dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostram que o setor faturou mais de R$ 290 bilhões entre o quarto trimestre de 2024 e o terceiro trimestre do ano passado, um avanço de 10,8% na comparação com o período anterior.

Para 2026, a expectativa é de continuidade desse movimento de alta, com o setor consolidado entre os que mais evoluem e que geram novas oportunidades para os investidores.

Para o especialista em varejo e consultor de franquias, Erlon Labatut, antes de empreender, é fundamental conhecer a área em que se quer investir.

Isso porque a consulta aumenta as chances de sucesso da franquia e, consequentemente, reduz os riscos de um crescimento não saudável ou ainda um fechamento de unidade.

“Antes de escolher uma marca, o investidor precisa entender o segmento como um todo.

Conhecer a dinâmica do setor, o comportamento do consumo e o nível de maturidade do mercado aumenta significativamente as chances de sucesso da franquia.

A análise aprofundada evita decisões impulsivas, reduz riscos operacionais e contribui para um crescimento mais sustentável das unidades”, afirma.

Diante disso, o investidor precisa compreender quais são os segmentos que mais podem se destacar neste ano.

De acordo com Labatut, o setor que mais chama a atenção é o de saúde, beleza e bem-estar.

Para ele, a forte demanda por cuidados pessoais de prevenção e estática colaboram para que as franquias tenham bons números e atraiam o público com maior facilidade.

“O mais interessante é ser um segmento que se apoia em uma demanda contínua em vez de tendências passageiras.

O consumidor enxerga os serviços como parte da rotina, o que gera recorrência e maior estabilidade para a operação.

Por isso, são franquias que tendem a apresentar desempenho consistente e uma relação mais orgânica com o público, reduzindo riscos e aumentando a previsibilidade do negócio”, explica.

O setor de Limpeza e conservação também surge como uma opção que merece um “olhar mais atento”, diz o especialista.

Ainda segundo o estudo divulgado pela ABF, o faturamento das operações aumentou em 14,5% com relação ao terceiro trimestre de 2024.

Entre os motivos para seu destaque, Labatut menciona a impulsão pela crescente terceirização dos serviços domésticos e corporativos.

Além disso, em sua visão, o aumento na busca por serviços especializados também fortalece a área.

Outro ponto que influencia no sucesso é o baixo impacto de sazonalidade, o que resulta em demanda estável e recorrente.

A alimentação não fica para trás.

De acordo com a mesma pesquisa da ABF, o segmento completa o “TOP 3” dos que tiveram destaque em seus desempenhos, apresentando um aumento de 12,7% no faturamento comparado ao terceiro trimestre de 2024.

Para o especialista, a estrutura que os modelos já estabeleceram explica o sucesso durante o trimestre.

“As três áreas apresentaram resultados relevantes porque atendem a demandas essenciais e recorrentes.

São setores menos sensíveis a oscilações de consumo, com alta frequência de compra e operações já bastante estruturadas.

É o conjunto de fatores que ajuda a explicar por que seguem no topo ano a ano e continuam atraindo investidores em busca de negócios mais previsíveis”, aponta.

Labatut também enfatiza dois segmentos que podem sobressair: Casa e Construção; e Hotelaria e Turismo.

“Muitos estão focando em melhorias residenciais e reformas, aliadas à tendência de personalização de espaços.

Além disso, a Hotelaria e o Turismo mostraram forte recuperação no ano passado, beneficiada pelo aumento da demanda por experiências, o que pode fazer a diferença em 2026”.

 

Planejamento ideal

Além do investimento em segmentos promissores, Labatut também ressalta que os empreendedores precisam se atentar para a diversificação do público-alvo, além de focarem no crescimento do consumo local.

O objetivo é que as unidades se adaptem a formatos físicos e digitais, que ainda possam contar com o serviço de delivery – caso faça sentido para o setor.

“Escolher um segmento promissor não será o suficiente se a operação não estiver conectada ao público e à realidade local.

É fundamental entender quem é esse consumidor, ampliar o alcance da marca e acompanhar o crescimento do consumo na região.

A expansão ano a ano se dá por conta da base sólida que foi construída no franchising e, em 2026, a estrutura será fundamental para contribuir com o crescimento, aliada a redes que têm a proposta de evoluir de maneira saudável”, completa.

 

Fonte: MercadoCom

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