Crescimento do consumo rápido, busca por conveniência e avanço do autoatendimento colocam varejo automatizado no radar de clubes, arenas e grandes eventos
A contagem regressiva para a Copa do Mundo FIFA 2026 já começa a movimentar diferentes setores da economia — e o varejo automatizado aparece entre as tendências que devem ganhar força nos próximos ciclos de grandes eventos esportivos.
Com a busca crescente por conveniência, rapidez e experiências sem fila, vending machines começam a entrar no radar de arenas, centros esportivos, festivais e operações ligadas ao entretenimento de massa.
A avaliação é do Grupo Avend, rede especializada em varejo automatizado que projeta faturar R$ 45 milhões em 2026 e vê no universo esportivo uma das principais fronteiras de expansão do setor nos próximos anos.
Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o franchising brasileiro ultrapassou R$ 300 bilhões em faturamento em 2025, impulsionado principalmente por operações mais enxutas, digitais e conectadas ao comportamento do novo consumidor.
Já o mercado global de vending machines deve movimentar mais de US$ 37 bilhões até 2030, segundo projeções internacionais do setor, puxado justamente pela demanda por autoatendimento e conveniência em ambientes de alto fluxo.
“O consumidor de eventos esportivos quer velocidade.
Ele não quer perder tempo em filas durante um jogo, show ou evento.
O varejo automatizado entra exatamente nesse ponto: entrega conveniência imediata em ambientes onde tempo e fluxo fazem toda diferença”, afirma Guilherme Álvares.
Arenas esportivas, centros de treinamento, estádios, fan fests e eventos temporários concentram milhares de pessoas em janelas curtas de consumo — cenário considerado ideal para operações automatizadas.
Na prática, vending machines conseguem operar em locais estratégicos com menor necessidade de estrutura física, equipe reduzida e funcionamento contínuo, oferecendo desde bebidas e snacks até produtos de conveniência, itens personalizados e ativações de marca.
“O estádio moderno está se transformando em um ambiente de experiência.
O torcedor quer praticidade, pagamento rápido, autonomia e consumo sem fricção.
Isso conversa diretamente com a lógica do autoatendimento”, explica Guilherme.
Outro fator que acelera esse movimento é a digitalização do comportamento de compra do brasileiro.
Pix, QR Code e pagamento por aproximação ampliaram a adesão ao consumo automatizado e reduziram barreiras para operações sem atendimento humano.
Segundo a Avend, a vending machine também começa a ganhar relevância como canal de mídia e ativação comercial dentro dos eventos esportivos.
As máquinas podem operar com design customizado, campanhas promocionais, integração com patrocinadores, distribuição de brindes, sampling de produtos e ações de fidelização ligadas aos clubes ou marcas parceiras.
“A vending machine deixa de ser apenas ponto de venda e passa a ser ponto de experiência. Ela pode funcionar como mídia física de alto impacto dentro de arenas e eventos”, diz o CEO.
A empresa já realizou operações piloto em eventos de grande fluxo ao longo de 2026 para validar comportamento de consumo e dinâmica operacional nesse tipo de ambiente.
Os testes reforçaram o potencial do segmento para expansão futura da rede.
Hoje, o Grupo Avend possui mais de 250 máquinas em operação no Brasil, distribuídas em 16 estados, e projeta alcançar entre 2 mil e 3 mil máquinas nos próximos anos.
Para sustentar a expansão, a empresa utiliza o AvendOS, sistema proprietário que monitora vendas, estoque, abastecimento e comportamento de consumo em tempo real.
“Grandes eventos funcionam como laboratório acelerado de consumo.
Você consegue entender fluxo, horário de pico, produtos mais vendidos e comportamento do público em uma intensidade muito maior.
Esses dados ajudam a construir operações mais inteligentes e rentáveis”, afirma Guilherme.
Além do futebol, a empresa também vê oportunidades em festivais, feiras, shows, centros de convenções e eventos corporativos — mercados impulsionados pela retomada do entretenimento presencial e pelo crescimento da economia da experiência.
“O varejo automatizado cresce junto com a aceleração da sociedade.
Quanto maior o fluxo e menor o tempo disponível do consumidor, mais relevante esse modelo se torna.
E poucos ambientes representam isso tão bem quanto o esporte e os grandes eventos”, conclui Guilherme Álvares.
Sobre a Avend
O Grupo Avend, já é a maior empresa nacional especializada na comercialização, manutenção e controle de máquinas de vendas automáticas, surgiu em 2015, com uma operação própria em São José do Rio Preto.
Em 2025, começou sua expansão por meio do franchising e desde então soma com 113 máquinas próprias e 133 franqueadas, com o modelo Home Based, onde o franqueado consegue gerir seu negócio trabalhando de qualquer lugar.
Com investimento inicial a partir de R$ 55 mil, a rede possui um faturamento médio mensal de 7 a 10% sobre o valor inicial investido, e um prazo de retorno de 10 a 16 meses.
Serviço
33ª ABF Franchising Expo
Local: Expo Center Norte – Rua José Bernardo Pinto, 333
Vila Guilherme, São Paulo – SP
Quando: 24 a 27 de junho de 2026
Fonte: Fatos&Ideias Comunicação