Locação de Máquinas de Café: Conheça a Franquia Amiste

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Com R$ 15 mil e estrutura improvisada, ele fundou uma franquia de aluguel de máquinas de café de R$ 56 mi

12/06/2026

André Malamud conta a história da marca Amiste Café

A história empreendedora de André Malamud não começa com um plano de negócios sofisticado ou uma grande oportunidade. Ela inicia com um misto de juventude e vontade de empreender.

Em 2001, aos 18 anos, cursando Administração, André e o irmão Daniel decidiram empreender no segmento de locação de máquinas de café. Foi ali que nasceu a Amiste Café, um negócio simples que, anos depois, se tornaria a primeira franquia de aluguel de máquinas de café do Brasil (office coffee service), com um faturamento de R$ 56 milhões em 2025.

Os irmãos começaram com um investimento de R$ 15 mil, em Londrina (PR). Até 2005, a operação funcionou dentro de casa e, depois, nos fundos da loja de roupas da mãe em um espaço improvisado que concentrava estoque e administração.

Era uma operação quase artesanal, tocada em paralelo à faculdade. Faltava experiência, estrutura e a clareza de que aquela iniciativa poderia se tornar algo maior. Ainda assim, havia um aprendizado acontecendo: relacionamento com clientes, operação de máquinas e entendimento de um mercado pouco explorado.

 

Sem plano B

O ponto de inflexão veio em 2005. Naquele momento, André trabalhava em uma indústria de jeans, onde coordenava uma equipe e vivia uma rotina corporativa. Em tese, era uma situação que oferecia estabilidade.

A decisão que mudou a trajetória dos irmãos foi justamente abrir mão desse caminho. André pediu demissão para se dedicar à Amiste Café, enquanto o irmão deixou a faculdade de engenharia.

“Foi nesse momento que a empresa deixou de ser uma atividade paralela e passou a ser tratada como prioridade”, afirma.

Mais do que uma escolha profissional, foi uma mudança de mentalidade: a partir dali, não havia um plano B. Com foco em qualidade e reinvestimento constante, a operação começou a ganhar escala.

Em 2011, a Amiste Café já era líder no mercado local, competindo inclusive com grandes players nacionais.

O diferencial estava no modelo de atuação. Em vez de operar cafeterias ou depender do consumo direto, a empresa focou no mercado B2B, alugando máquinas de café para empresas e construindo uma carteira recorrente de clientes. Esse formato trouxe previsibilidade de receita e permitiu um crescimento mais estruturado ao longo dos anos.

 

Virou franquia

Com a operação consolidada, surgiu a necessidade de expansão. O movimento começou com uma unidade própria em outra cidade, como Maringá (PR).

Em 2012, veio a decisão de franquear a Amiste Café. A escolha foi estratégica: antes de avançar, André buscou validação com especialistas e consultorias, já que o franchising no modelo B2B ainda era pouco explorado no Brasil. A primeira franquia foi vendida em 2013, marcando o início de uma nova fase.

Estruturar a franqueadora exigiu um novo ciclo de aprendizado. No início, sem uma equipe robusta, os próprios fundadores assumiam múltiplas funções, da expansão ao suporte aos franqueados.

O modelo foi sendo construído gradualmente. Um dos principais indicadores dessa consistência é que, desde o início da operação de franquias, nenhum franqueado encerrou as atividades. “Pelo contrário: muitos expandiram suas operações e abriram novas unidades ao longo dos anos”, destaca André.

Hoje, a Amiste Café conta com 25 unidades distribuídas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A meta é chegar a 40 franquias até o fim de 2026 e atingir um faturamento de R$ 80 milhões.

 

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Fonte: G Comunicação Estratégica