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Em 2021, enquanto o Brasil ainda se recuperava dos impactos da pandemia, três jovens de Petrópolis e Barra Mansa, no interior do Rio de Janeiro, apostaram numa ideia que parecia loucura para muitos — e que hoje se traduz em duas unidades da rede Prepara IA em operação e uma terceira no horizonte.
Pedro, Gisa e Luan não vieram de grandes fortunas nem de trajetórias lineares.
Vieram da vontade de transformar vidas.
Pedro foi o primeiro a dar o passo.
Formado em engenharia, ele estava procurando emprego quando foi deixar o currículo numa unidade da Prepara IA — num envelope de plástico que chamou a atenção do gerente.
Contratado como consultor, descobriu ali uma vocação que não esperava:
“Eu tava fazendo uma matrícula e a pessoa, meses depois, aparecia na minha mesa agradecendo que estava trabalhando.”
Quando surgiu a oportunidade de se tornar franqueado, convidou a irmã para embarcar junto.
Gisa, formada em educação física, sempre carregou o sonho de empreender.
“Sempre quis abrir uma academia”, conta.
Quando o irmão apresentou os números e o projeto, a resposta foi imediata:
“Vamos embora, me mostra os números e vamos embora.”
Hoje, sócia em duas unidades, não esconde a gratidão pela decisão.
“Sou muito grata e muito feliz por estar onde estou hoje.”
Luan, primo dos dois e criado junto como irmão, completou o trio.
Convencido pela proposta da família, trocou uma carreira mais convencional pelo risco do empreendedorismo — e não se arrepende.
“A gente começou ganhando menos que um salário. A pandemia faz isso com a gente.”
Os três admitem que no início não havia capital sobrando.
“A gente sem nada no bolso”, recorda Luan.
Foi a estrutura da franqueadora que tornou viável a arrancada:
“A franqueadora ajudou muita gente para estar começando a dar esse start.”
Entre resultados financeiros e metas cumpridas, há uma história que Luan carrega com emoção especial.
Um aluno PCD — autista, com déficit de atenção — chegou à escola com laudos que lhe dariam direito a benefícios governamentais. Mas não era isso que ele queria.
“Meu sonho é trabalhar, eu quero ser útil”, disse ao consultor.
Meses depois, empregado, voltou para agradecer.
Ao relembrar o momento, Luan não consegue esconder a emoção:
“Tem salário que não te paga isso.”
Para Gisa, a experiência também foi de transformação pessoal.
“A Gisa de antigamente tinha medo.
Hoje não tem mais medo, acredita mesmo.
Quero cada vez mais transformar vidas e tornar meus colaboradores em líderes.
Esse é meu objetivo.”
Hoje, o grupo opera duas escolas e enxerga a marca como plataforma para crescimento.
“A perspectiva é muito maior do que a gente imaginou.”
Para os três, a lição mais importante que tiraram dessa jornada vai além dos números:
“Empreender, no final das contas, é você ter gente que compre o seu sonho — que seja o sonho deles também.”
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Fonte: Grupo MoveEdu