Após anos no setor automotivo, Aderson Junior mudou de área para investir em uma franquia da Luah Semijoias
Quando Aderson Junior, 43 anos, ainda era colaborador da Luah Semijoias, uma resposta sincera durante uma reunião mudou completamente o rumo da sua vida.
Ele afirmou, sem rodeios, que sonhava em se tornar franqueado da marca, mesmo sem ter clareza de como isso aconteceria.
Mas o que parecia um desejo distante ganhou forma: menos de dois anos depois, Junior tomou uma decisão radical, vendeu a própria casa para investir no negócio e deu início a uma trajetória que hoje já soma duas unidades no Pará e um faturamento de R$ 1,7 milhão em 2025.
Antes de empreender, Junior construiu carreira no setor automotivo. Chegou a gerente de um dos maiores auto centers de Araguaína (TO), com estabilidade e reconhecimento. Ainda assim, algo não encaixava.
A rotina era sólida, mas previsível. E, com o tempo, a sensação de estagnação começou a pesar mais do que a segurança do cargo.
“Faltava perspectiva de crescimento real e, principalmente, autonomia”, conta.
A mudança começou quando ele decidiu trocar de área e entrou na Luah Semijoias como supervisor de rotas, em 2019. Foi ali, em contato direto com o modelo de franquias, que a ideia de ter o próprio negócio passou a parecer possível.
A frase que virou decisão
O momento-chave aconteceu durante uma reunião com a fundadora da franquia, Luana Cabral. Ao ser questionado sobre metas e sonhos, Aderson respondeu sem filtro: “quero ser franqueado!”.
“Naquele instante, eu não tinha um plano, dinheiro ou prazo. Era apenas uma intenção”, lembra.
Cerca de um ano e meio depois, o cenário começou a mudar. Ao lado da esposa, Aira Barros, que já atuava como revendedora da marca, ele percebeu que tinha algo mais importante do que vontade: conhecimento do negócio.
Mas o ponto de virada veio acompanhado de risco. Sem capital suficiente, o casal tomou uma decisão que redefiniu sua trajetória: vender a própria casa para investir na franquia e passar a morar de aluguel.
O movimento exigiu coragem e trouxe, naturalmente, inseguranças. O medo de dar errado esteve presente no início do negócio. “A decisão foi sustentada pela confiança na franquia e na experiência que já tínhamos com a Luah Semijoias.
A primeira unidade foi inaugurada em junho de 2023, na cidade de Redenção (PA). O início trouxe desafios típicos de qualquer operação nova: estruturar a equipe, conquistar clientes em uma nova praça e lidar com a pressão de fazer o negócio dar certo após um investimento tão significativo. Ao mesmo tempo, a vivência anterior com a marca ajudou a reduzir erros e acelerar aprendizados.
Da primeira loja à expansão
Com a operação estabilizada, o casal passou a enxergar novas possibilidades. O desempenho da unidade inicial abriu espaço para pensar além.
Dois anos depois, veio uma nova decisão ousada: abrir uma segunda unidade, desta vez em Santarém, no oeste do Pará, região estratégica e com forte potencial de consumo.
A expansão não foi apenas geográfica. Representou uma mudança de mentalidade de quem já não busca apenas estabilidade, mas crescimento.
Com poucos meses de operação, a nova loja já demonstra consistência, reforçando que o movimento não foi impulsivo, mas resultado de aprendizado acumulado.
Hoje, as duas unidades somam um faturamento anual de R$ 1,7 milhão, consolidando a virada de vida iniciada com uma decisão arriscada.
“Hoje, quando olhamos para trás, nossa trajetória mostra que o momento decisivo não é quando tudo está pronto, mas quando se decide começar, mesmo sem todas as respostas”, finaliza Junior.
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Fonte: G Comunicação Estratégica