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Notícias boas precisam ser compartilhadas.
E poucas notícias são tão relevantes para quem acredita em empreendedorismo, geração de renda e desenvolvimento de pessoas quanto ver uma publicação como The Economist defender, em sua seção Leaders, que o mundo precisa de mais franquias.
A tese é poderosa porque desloca o franchising de um lugar muitas vezes subestimado.
Franquia não é apenas um formato de expansão de marca.
É uma arquitetura de empreendedorismo assistido.
Um sistema que combina ambição individual com método coletivo. Um modelo que permite que pessoas empreendam “por conta própria, mas não sozinhas”.
Essa frase, tão conhecida no setor, talvez nunca tenha sido tão atual.
Em um mundo atravessado por inteligência artificial, incerteza econômica, reconfiguração das carreiras e busca por novas formas de geração de renda, o franchising volta a ganhar centralidade.
Não como solução mágica.
Mas como uma das formas mais pragmáticas de transformar intenção empreendedora em operação real, com marca, suporte, processos, governança, treinamento e rede.
Durante muito tempo, o empreendedorismo foi romantizado como uma jornada solitária: uma grande ideia, uma pessoa corajosa, um risco assumido quase sempre de forma individual.
O franchising propõe outro caminho.
Ele organiza o empreendedorismo em torno de conhecimento acumulado.
Uma boa franquia não entrega apenas um logotipo. Entrega método.
Entrega playbook, treinamento, suporte, indicadores, padrões operacionais, aprendizado de rede, repertório de mercado, tecnologia, rituais de gestão e, principalmente, uma relação de confiança entre franqueador e franqueado.
Essa é a grande força do modelo: ele reduz a distância entre querer empreender e saber operar.
E isso tem um valor econômico enorme.
Nos Estados Unidos, a International Franchise Association projeta para 2026 aproximadamente 845 mil estabelecimentos franqueados, quase 9 milhões de empregos e mais de US$ 920 bilhões em produção econômica.
No Brasil, segundo a ABF, o setor encerrou 2025 com R$ 301,7 bilhões em faturamento, mais de 202 mil operações, 3.297 redes e 1,76 milhão de empregos diretos.
Por Fabiana Estrela