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Operação de baixo custo é saída para redes

10/07/2013

Com a perspectiva de um segundo semestre melhor, mesmo em um cenário de desaceleração para o varejo, empresários que quiserem aproveitar o mercado consumidor nacional contam agora com modalidades diferenciadas de investimentos: os de baixo custo. Tão rentáveis quanto os “tradicionais”, essas operações ajudam aos que querem investir, mas preferem ter um pouco de dinheiro em caixa caso ocorra uma recessão no setor.
Com custo pós abertura até 70% mais baixo que em um shopping convencional, os outlets ganham espaço no Brasil. Só na General Shopping Brasil, a perspectiva é de sete operações até 2015, sendo que duas já estão abertas ao público; outras duas estão em fase de construção e as três restantes estão em fase de captação de terreno. Segundo Alexandre Lopes Dias, diretor de marketing e varejo da General Shopping, o custo mais baixo da implementação de umaloja deve-se à estrutura diferenciada de um outlet, que seguindo os padrões internacionais, é um shopping a céu aberto (openmall).
“Os custos pós implantação chegam a ser 70% inferiores ao de uma operação tradicional, pois esse formato não precisa de escadas rolantes, pois são construções térreas.Por ser um local a céu aberto, o consumo de energia é menor, pois a maior parte do tempo apenas as luzes da loja estarão acesas”, disse. Outro ponto destacado pelo executivo foi a questão do uso de ar-condicionado. Enquanto em um shopping convencional ele deve funcionar todo o tempo, em um outlet ele não é central. “Cada loja terá se sistema independente, o que reduz no valor do condomínio e gastos com energia”, explicou Dias.
Ter baixo investimento não significa que todos podem investir. Dias explicou que uma operação de outlet demanda um estoque alto e empresas de pequeno porte não teriam o retorno esperado. “Em um outlet você trabalha com volume de vendas maior que uma operação de rua e de shopping com isso você tem que estar com seus estoques sempre cheios. Se a logística de abastecer essa operação não for bem pensada, o retorno não será o esperado”, disse. O executivo refere-se à proximidade das operações, como um outlet é construído fora dos grandes centros, geralmente em regiões interioranas, o investidor deve estar próximos a esses locais. “Se você tem lojas em São Paulo e no interior, se for investir tem que ser em um outlet nessa região, ir para Brasília – a empresa tem uma unidade lá não é viável”, concluiu
Engana-se quem acha que a rentabilidade de um outlet é menor que uma loja de shopping ou de rua. Dias explicou que mesmo com a política de descontos, que podem chegar a 80%, o lucro da operação pode ser igual ao de uma loja convencional. “Você trabalha com um volume maior de venda. No final, uma coisa compensa a outra”, concluiu, ao que completou: “O outlet pode ser considerado mais um canal de venda ao empresário”.

Store in Store

Se o investidor já tem uma operação e a intenção é apenas ampliar seu mix de produtos, o conceito loja dentro de loja (store in store) se faz boa alternativa. Um dos casos interessantes e que tem ganhado visibilidade é o projeto da marca de lingerie Hope. A empresa criou a Hope sob Medida em que com um espaço que vai de dois metros quadrados a cinco, em média, consegue qualificar a sua operação.
“Muito mais do que ampliar a nossa presença de mercado, com a Hope sob Medida conseguimos profissionalizar esse empresário, fazer com que a equipe de venda seja mais treinada”, disse ao DCI Clóvis de Morais gerente nacional de varejo da Hope. Enquanto uma loja tradicional de shopping custa em média R$ 300 mil, uma store in store sai por apenas 10% desse valor. “Em uma loja normal o mobiliários tem que preencher uma loja de 40 metros quadrados. Na Hope sob Medida isso chega a cinco metros quadrados”, argumentou.
Além do baixo custo, a Hope consegue ampliar a sua presença a trazer cada vez mais adeptos ao seu projeto diferenciado. “No começo, o empresário aceitar esse tipo de negócio foi complicado. Hoje isso está muito mais fácil, pois nós temos 180 contratos assinados com esse tipo de operação dos quais 140 em funcionamento. Delas 70% tem crescido de forma acentuada mês a mês e outros 20% começam a dar resultados positivos”, explicou Morais.
Além do que foi já foi mencionado, para que o conceito Store in Store dê certo, a Hope procura levar esse projeto para cidades com população inferior a 300 mil habitantes. “Nesses locais, como temos um público consumidor diferente, é mais viável estar dentro de uma m ultimar ca e até mês mo de uma monomarca do que abrir uma franquia. Mas, isso não faz com que a empresa descarte a possibilidade de ter uma operação maior”, argumentou o gerente nacional.

Sustentabilidade

Com custo de 20% a 50% mais barato que uma operação tradicional está abrir uma das lojas oferecidas pelo Grupo Container desde 2008 em atuação e que já tem 70 lojas espalhadas no Brasil e na Europa da bandeira Container Ecology Store. Com um conceito muito utilizado nos Estados Unidos e na Europa, a empresa fundadapor André Krai diferencia-se por procurar pontos comerciais sem prédios construídos, apenas terreno em sua grande maioria, fora dos shoppings, mas não que isso seja impossível.
Nesse espaço ele consegue montar uma loja completa e equipada, com toda a tecnologia necessária utilizando um container reciclado, desses utilizados para transporte de cargas em navios e portos. “Temos em nossa marca um apelo sustentável. Toda a estrutura é montada dentro de um container, com isso conseguimos reduzir o custo da montagem da loja em até 50%, se for uma operação de pequeno porte. Um espaço maior, como a metragem de um hotel, a economia fica em 25% do valor de uma obra convencional”, explicou ele.
O baixo custo não significa retomo menor. Krai explicou que o valor investido tem perspectiva de retorno em três anos. “Sou conservador em relação ao retorno do montante investido para não frustrar o empresário investidor”, explicou. Além desse formato de loja, a marca também oferece a criação de quiosques e pretende ter 300 lojas, em cinco anos só da bandeira Baby & Kids, uma das marcas do grupo.

Lojas de rua investem nas classes D e E

Ponto comercial escasso e aluguéis em alta são os principais vilões dos empresários que operam no varejo de rua. Para driblar esses problemas, empresas apostam em operações voltadas para as classes sociais D e E, além de mirar a nova classe média.
Quem tem conseguido superar todos os desafios é a rede de artigos para cama, mesa e banho VestCasa. Com investimento inicial de R$ 150 mil, a bandeira lucra com a venda de artigos de menor valor agregado e ganha com o volume de vendas. O seu potencial para sobreviver à concorrência é tamanho que a rede quer aumentar em cerca de 60% o alcance da rede, chegando às regiões Nordeste e Sul do país, e 400 lojas até 2015, em todo o território nacional.
As vantagens de ser um franqueado da VestCasa é ter logística e sistema 100% integrado, alta rentabilidade, retorno rápido de investimento, baixo custo de operação, alto giro, negócios ajustados para pequenos bairros e produtos com pouca sazonalidade e não perecíveis.
De acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF), um dos ramos que teve maior desenvolvimento no Brasil no ano passado foi o de móveis, decoração e presentes, cujo faturamento cresceu 16,4% e é nesse crescimento que a VestCasa sobrevive.
Jornal DCI
10/07 – Flávia Milhassi 

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