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Microfranquia é opção em tempos de crise

03/08/2016

Segmento de microfranquias é uma das maiores apostas do setor para continuar crescendo

Investir pouco em um negócio próprio, que renda bons frutos e “sacrifique” o mínimo possível as economias, parece ser a fórmula ideal em um cenário de crise. Prova de que essa matemática tem despertado cada vez mais interesse é a média de crescimento das microfranquias – que requerem aporte inicial de até R$ 80 mil – frente ao modelo tradicional do negócio, cujo investimento pode ultrapassar a casa dos milhões. Enquanto o número de redes convencionais aumentou 4,5%, entre 2014 e 2015, a quantidade de marcas mais “enxutas” disponíveis no mercado cresceu 5,7%. A diferença é ainda mais expressiva quando comparadas às unidades abertas no mesmo período, que tiveram incremento de 10% e 29%, cada um dos modelos, respectivamente. Apesar de saltar aos olhos, o negócio exige cuidados. Mais do que avaliar se o investimento cabe no bolso é preciso confrontar o retorno financeiro esperado à realidade da operação, além de comprovar a estabilidade da marca, alertam especialistas.

“A franquia de baixo investimento é, muitas vezes, uma oportunidade de migração para o mercado formal de trabalho, mas não existe milagre. O nível de investimento e de envolvimento determina o sucesso. Além disso, é preciso considerar que know how essa franqueadora está passando para frente. Redes mais maduras podem considerar que têm experiência suficiente para fechar unidades próprias. Mas e as marcas jovens, que maturidade elas têm para passar adiante?”, analisa o diretor de Inteligência de Mercado da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Claudio Tieghi. Para ele, ponderar a “compatibilidade” entre o preço do negócio e o capital disponível para investimento não é suficiente.

No caso da DocSystem, rede paulista de franquias voltadas para o fornecimento de sistemas e serviços de gestão de documentos, foi justamente o aumento da demanda por um negócio lucrativo, mas econômico, que fez surgir a quinta marca do grupo, a DocScan. Para facilitar a vida do empreendedor, a empresa ousou ainda mais. Além de colocar no mercado uma versão home office do negócio, está cobrando dos 50 primeiros franqueados somente metade do investimento inicial, de R$ 12 mil. Dez pessoas já fecharam negócio. O modelo é o único da rede compatível com municípios a partir de 50 mil habitantes.

“Percebemos que existiam muitos candidatos com perfil para os negócios, mas que dispunham de menos recursos do que os exigidos pelos nossos modelos anteriores. Por se tratar de uma franquia home office, mais simples, já que também não exige tanto conhecimento técnico, da área, torna-se o modelo ideal para quem quer começar um negócio aos poucos, investindo menos”, comenta a vice-presidente de Marketing e Vendas da DocSystem, Lecivânia Martins. Ao todo, somando as cinco categorias de negócios, a rede tem 105 unidades no País. O tempo de retorno do investimento da DocScan é de sete meses.

Sobre preços promocionais, que tornam-se um atrativo extra em cenários de instabilidade econômica, Claudia Bittencourt, diretora-geral do grupo Bittencourt – consultoria empresarial especializada em desenvolvimento e expansão de redes de franquias, gestão e negócios –, diz que não precisam ser, necessariamente, encarados como uma “armadilha”.

De acordo com ela, reduzir taxas de franquia e investimentos iniciais pode ser tanto uma estratégia frente à concorrência quanto um caminho para popularizar a rede e torná-la mais conhecida. “É uma estratégia, mas não elimina do candidato as análises recomendadas, fundamentais, principalmente com os modelos de investimento reduzido. O primeiro cuidado é avaliar a consistência da operação que já existe, se foi testada, se outros franqueados operam e como o fazem. Também é importante considerar que o resultado do negócio é proporcional ao investimento, mais baixo. Não se pode criar expectativas erradas”, alerta.

Diário do Comércio/MG – Patrícia Santos Dumont – 27/07

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