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ABF realiza o I Simpósio de Franquia de Moda

19/11/2009

Foi realizado em São Paulo, no dia 18 de novembro, o I Simpósio de Franquia de Moda da ABF, na sede da entidade. O evento que passará a constar anualmente na agenda da associação, contou com mais de 70 participantes e foi considerado um sucesso, superando todas as expectativas da entidade.

O diretor executivo da ABF, Ricardo Camargo, abriu o encontro afirmando que a área de moda é a que mais cresce dentro do setor de franchising, `Devido à elevação do poder de compra da população, o segmento fechou 2008 com um aumento de 34% e em 2009 esse número deve crescer ainda mais. Estava mais do que na hora de se realizar um evento voltado para os profissionais interessados nesse setor`, declarou.

A coordenadora do comitê de moda da entidade, Celina Kochen, apresentou a programação do Simpósio e declarou estar satisfeita com a sua realização. Segundo ela, o trabalho do comitê, criado há um ano, de reunir os profissionais do varejo de moda foi muito difícil. `O segmento de moda foi pioneiro no ramo de franquias, mas enfrentou muitos problemas de operação no decorrer do tempo. Hoje o setor amadureceu e está numa fase de crescimento quantitativo e qualitativo`, concluiu Celina.

Em seguida, teve início o primeiro painel do evento, com o tema Os desafios do planejamento e logística de abastecimento, apresentado por Kan Wakabayashi, das redes Morana e Baloné e Fábio Figueiredo, da Arezzo. Responsável pelo setor de gestão do crescimento do Grupo Ornatus (Morana, Baloné e Jim Jim Wok), Wakabaysahi contou um pouco da história do grupo e do processo de formatação de franquias da Morana, em 2002 e Baloné, em 2007. Segundo ele, nesse período o grupo cresceu 46% e hoje já possui 140 lojas, com projetos de expansão para grandes metrópoles, especialmente regiões norte, nordeste e centro-oeste, além de expansão internacional.

Wakabayashi explicou como funciona a cadeia de abastecimento das franquias e tirou dúvidas dos participantes sobre planejamento, compras e fornecimento de produtos. Ele contou que a função estratégica da empresa é primar pela exclusividade e não pela qualidade, já que as redes trabalham com produtos mais customizados. Para ele, os fatores chaves do sucesso das redes são: traçar um objetivo e um mapa estratégico, possuir alinhamento organizacional, aplicar indicadores de desempenho, além de delegação de autoridades que saibam gerir os negócios em cada área.

Figueiredo, gerente nacional de franquias da Arezzo, também mostrou um pouco da história da rede, que nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 1972, para depois se tornar uma grande marca, que hoje possui 247 franquias nacionais, 16 internacionais e 18 lojas próprias, além de estar presente em 1500 lojas multimarcas.

Ele explicou o formato de abastecimento das lojas cujos produtos são fabricados no Rio Grande do Sul e todos os processos de logística aplicados na empresa. Também falou sobre os projetos em andamento, que incluem um novo formato de loja batizado B2B, que consiste numa loja de estoque alojada na cidade de São Paulo, para atender às demandas de clientes em pouquíssimo tempo, com o intuito de agradar e fidelizar os clientes, assim como a implantação de mini canais de distribuição, back-office para atender todas as marcas do país e outros projetos que viabilizam a agilidade na recomposição do estoque das lojas. Figueiredo ainda falou sobre a formatação de uma nova marca, mais acessível, a Ana Capri, que já possui quatro lojas no Brasil. Para ele, a experiência com franquias, apesar de rica foi bastante penosa e admitiu que a rede cometeu muitos erros durante o processo até chegar aonde está. `Quem nos ensina no dia-a-dia é o franqueado`, afirmou o empresário.

Após o coffee-break foi apresentado o segundo painel, com o tema Redes de franquia e sua convivência com outros canais de distribuição por Claudio Bobrow da Puket e Giuliano Donini, da Marisol. Claudio, fundador da  fábrica de meias que nasceu há 21 anos, contou um pouco sobre o processo de formatação da marca como uma franquia. Ele revelou ter ficado apreensivo no início, pois temia que os clientes para os quais fornecia produtos ficassem descontentes com a possível concorrência de uma loja própria. Porém, afirmou que superados os problemas, a rede, que possui 85 lojas, passou a conviver em razoável harmonia com os demais canais, pois acredita que o produto que está dentro do contexto da loja não compete com o que está fora. Para Claudio apesar do risco de haver conflitos, o formato de franquias contribuiu muito para o posicionamento da marca no mercado. `O conflito sempre vai existir, mas não inviabiliza a rede`, concluiu.

O diretor de marketing do grupo Marisol, falou também sobre a experiência da empresa, que começou em 1964, como fabricante de chapéus de praia, conquistou o respeito na indústria do vestuário e posteriormente, passou a atuar no modelo de franquias, contabilizando hoje 155 redes no Brasil e 16 no exterior. Donini afirmou que o atual objetivo do grupo é se posicionar como gestor de marcas, que já somam sete: Marisol, Babysol, Lilica Ripilica, Tigor T. Tigre, Pakalolo, One Store e Rosa Chá. Segundo ele foi um desafio para a empresa construir a marca e competir com o excesso de produtos de qualidades variadas disponíveis no mercado.

O Simpósio foi encerrado com a apresentação do caso de sucesso da Hering Store, por Fábio Hering, presidente da companhia, fundada em 1880, em Blumenau, Santa Catarina. Fábio explicou todos os processos pelos quais a empresa passou, até chegar à posição de maior rede do segmento de vestuário, com 220 lojas.

Segundo ele a primeira fase pela qual a companhia passou foi o direcionamento estratégico, no final da década de 90, que teve como principal objetivo, a valorização da marca, terceirização da produção e expansão das franquias. Depois, a partir de 2000, houve uma reestruturação operacional, com o intuito de reduzir as marcas-foco (Hering, PUC e Dzarm) e promover a descontinuidade de canais não rentáveis, como supermercados, assim como uma reestruturação financeira, onde a opção foi trocar o crescimento pela rentabilidade operacional. Após esses ajustes a Hering partiu para o foco no crescimento sustentável, e percebeu, por meio de uma pesquisa de mercado que a marca, que apesar de reconhecida, não era consumida, pois segundo depoimentos ficou cara para os padrões do consumidor. Criou-se então um projeto de crescimento com vista ao posicionamento da marca, com foco na diversidade de produtos, maior oferta de moda e com preço mais acessível, para atrair o consumidor. Com isso a marca conseguiu se reestruturar e expandir fortemente. `A razão base desse crescimento foi o fato de atendermos o que o consumidor estava pedindo`, enfatizou Fábio Hering.

O 1º Simpósio de Moda da ABF foi encerrado por Celina Kochen que afirmou que o evento superou as expectativas do comitê e espera que o próximo ano seja ainda mais promissor para as franquias deste segmento.

 

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