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Desempenho 2005 - 2004

Setor de franchising supera expectativas e cresce 13%, em 2005

Pesquisa anual da Associação Brasileira de Franchising registrou crescimento de 13%  em 2005, atingindo um faturamento de mais de R$ 35  bilhões

São Paulo, abril de 2006 - A Associação Brasileira de Franchising (ABF) anuncia sua pesquisa anual sobre o desempenho do setor de franquia no Brasil.

Realizado em parceria com o Grupo Cherto, o estudo registrou um faturamento de mais de R$ 35 bilhões do setor, no ano passado, que representa um crescimento de 13% em relação ao registrado em 2004.

'Mais uma vez o franchising supera as expectativas do mercado. Num ano marcado por adversidades como juros altos e crise política,  a franquia contribuiu  significativamente para a economia nacional, crescendo mais que o PIB brasileiro,' comemora Ricardo Camargo, diretor executivo da ABF.

Além do aumento no faturamento, registrou-se um acréscimo no número de redes que passou de 814, em 2004, para 971, em 2005. Houve também um incremento no número de unidades franqueadas, que passou de 59 mil para mais de 61,4 mil.

Outro fator importante registrado pela pesquisa foi o aumento da geração de emprego, o sistema respondeu por 22 mil novos postos de trabalho durante o ano, 4,1% superior a 2004 e que atualmente totalizam 553 mil.

'Isso demonstra claramente que o franchising vem se fortalecendo como um dos canais de vendas bastante estruturados e que, cada vez mais, as empresas que o adotam como estratégia de expansão, estão se estruturando principalmente em aspectos de gestão do negócio junto aos seus franqueados, visando sempre a melhoria dos resultados da rede como um todo', comenta Adir Ribeiro, sócio diretor do Grupo Cherto.          

A pesquisa, que é bastante minuciosa e abrangente, está dividida em 12 setores: Acessórios Pessoais e Calçados; Alimentação; Educação e Treinamento; Esporte, Saúde e Lazer; Fotos Gráficas e Sinalização; Hotelaria e Turismo; Informática e Eletrônicos; Limpeza e Conservação; Móveis, Decoração e Presentes; Negócios, Serviços e outros Varejos; Veículos e Vestuário.

Entre os setores que mais se destacaram no ano passado estão o de Acessórios Pessoais e Calçados, com um aumento de faturamento de  46%, e o de Vestuário, com 32%. Esses percentuais podem ser explicados pelo processo de recuperação das vendas que aconteceu em 2005 e que se confirmou com uma grande conversão de empresas/indústrias em franquias. No setor de Acessórios Pessoais e Calçados iniciaram no sistema a Via Uno, que só tinha operação fora do país e agora passou a atuar como franquia, Chilli Beans (óculos), Gooc (calçados), entre outras. Já em Vestuário, registro para a entrada da Folic, Cantão Redley e Lilica Ripilica, entre outras.

Outro setor que obteve grande crescimento foi o de Informática e Eletrônicos com 25%, em conseqüência da modernização dos equipamentos e da forte expansão dos aparelhos celulares. Além disso, houve um aumento significativo nas vendas de computadores legais no País, reduzindo a participação do mercado cinza.

A pesquisa identificou uma nova tendência no setor de Educação e Treinamento. Algumas redes estão otimizando suas estruturas e pontos comerciais para diversificar a oferta de cursos. A Bit Company, de informática, lançou a Mult Idiomas, rede que utiliza a infra-estrutura da Bit Company para oferecer cursos de idiomas. A nova rede já conta com 25 unidades.  'A idéia da empresa é franquear a nova rede para seus próprios franqueados, o que agiliza todo o processo', explica Camargo.

O setor de Alimentação, que é um dos mais procurados, teve um aumento de 26% no número de redes e 16% no faturamento. Um crescimento acima da média, pois, segundo a ABF, está diretamente relacionado com o  desempenho da economia.

A categoria de Esporte, Saúde, Beleza e Lazer registrou 20% de crescimento e mostrou uma forte tendência de segmentação, com ofertas específicas para públicos de nicho. Como exemplo estão  academias voltadas só para mulheres ou para o público 'AA' e o surgimento de clínicas de saúde personalizada.

Em Hotelaria e Turismo, que em 2004 registrou uma taxa de crescimento de  81%, no ano passado teve uma variação de apenas 6%. Isso se deve a   abertura de unidades menores e com menor faturamento.

O setor de Veículos registrou um aumento no número de oficinas e estacionamentos que alavancou o faturamento para 22%.